
O episódio discute as implicações morais das decisões em saúde pública quando os recursos são escassos.
Existe um leito de UTI disponível e três pacientes que precisam dele com urgência. Alguém vai ter que decidir quem será atendido primeiro — e essa decisão, por mais técnica que pareça, é, no fundo, uma decisão moral. Neste episódio da série sobre ética em saúde, mergulhamos numa das perguntas mais antigas e mais incômodas da filosofia política: o que devemos uns aos outros quando os recursos não são suficientes para todos? Vamos explorar por que a saúde importa moralmente — segundo Rawls, Daniels, Sen, Nussbaum e a tradição dos direitos humanos —, o conflito permanente entre eficiência e equidade, o paradoxo da prevenção de Geoffrey Rose, a psicologia da vítima identificável, os limites (e os perigos) de responsabilizar indivíduos por sua própria saúde, o papel do estigma como ferramenta de política pública, e as profundas desigualdades de saúde entre países ricos e pobres. No final, uma pergunta permanece: quando discutimos saúde pública, estamos apenas tentando reduzir doenças — ou debatendo, todos os dias, quais responsabilidades temos uns com os outros? 🦉 Odisseia Filosófica — filosofia como arte de viver.
Host: Jeff Alves
Books & works: Odisseia Filosófica
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