
O episódio discute a alarmante situação da dívida pública brasileira e suas causas, destacando o impacto do desequilíbrio fiscal e da alta taxa de juros.
A trajetória das contas públicas brasileiras atingiu um novo e preocupante marco histórico. Dados do Banco Central revelam que a Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG) alcançou 80,4% do Produto Interno Bruto (PIB) em abril, somando o montante recorde de R$ 10,4 trilhões. Esse é o maior nível registrado desde meados de 2021, quando a pandemia assolava o país. Para um país emergente como o Brasil, esse patamar é um sinal de alerta vermelho piscando no painel da nossa economia. Quando olhamos especificamente para a Dívida Pública Federal (DPF), o encerramento de 2025 já apontava para esse cenário crítico: um salto de 18% no ano, superando a marca de R$ 8,6 trilhões. Mas o que, de fato, está nos empurrando para essa espiral de endividamento? A resposta passa por uma combinação letal de desequilíbrio fiscal estrutural e o alto custo do dinheiro, que vem como consequência desse desequilíbrio. Com a taxa Selic mantendo-se em patamares restritivos para conter a inflação, causada pelo excesso de gastos do governo, principalmente, o custo para rolar essa dívida se tornou exorbitante. Apenas no ano passado, o governo incorporou quase R$ 880 bilhões em juros ao estoque da dívida. É o chamado…
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