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Por que seu GPS está perdido?; Anthropic pede para IA parar; IPO de SpaceX e OpenAI é fim da bolha?
Jun 23, 2026
55m 31s
O match entre Pix e big techs; agentes de IA no WhatsApp; a nova IA do iPhone; golpe do falso amor
Jun 16, 2026
57m 31s
Sim, a IA te deixa burro; internet e crime organizado; um mundo só de IA
Jun 9, 2026
58m 01s
IA comunista; Claude Design; a nova conta de celular da China; quem grita gol antes?
Jun 2, 2026
55m 52s
IA, fé e anticristo; Detector brasileiro de deepfake; Parando de trabalhar de graça para big tech
May 26, 2026
45m 09s
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| Date | Episode | Topics | Guests | Brands | Places | Keywords | Sponsor | Length | |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| 6/23/26 | ![]() Por que seu GPS está perdido?; Anthropic pede para IA parar; IPO de SpaceX e OpenAI é fim da bolha? | Você não está errado ao reclamar do GPS. Usado por diversos meios de transporte, o principal sistema de localização do mundo tem falhado recorrentemente. O que você talvez não saiba é que as falhas são recorrentes no leste da Europa e na Ásia Central. Neste novo episódio de Deu Tilt, o programa do UOL para humanos por trás das máquinas, Diogo Cortiz e Helton Simões Gomes explicam como o GPS virou uma das vítimas preferencias em guerras pelo mundo afora como forma de desorientar armas guiadas por satélites, navios e aviões de tropas inimigas e o planejamento estratégico de forças militares rivais. Quem paga o pato, no entanto, são os habitantes dessas regiões e trabalhadores que dependem intensamente de serviços como Waze e Google Maps. É o caso de entregadores de apps de delivery e motoristas de serviços de transporte. Mas não se engane: ataques ao GPS complicam a vida de pilotos de avião e capitães de navio. Essa realidade está longe de acontecer no Brasil, mas, como há muitas reclamações sobre divergências nas rotas indicadas por Waze e Maps, Deu Tilt mostra como calibrar o GPS do seu celular. A Anthropic, dona do Claude, deixou o mundo boquiaberto mais uma vez, ao pedir pela suspensão do avanço da inteligência artificial. A controvérsia fica ainda maior, porque a empresa está prestes a oferecer ações na Bolsa dos Estados Unidos e precisa atrair a atenção de investidores para produtos cada vez mais avançados. Mas há no pedido uma artimanha da empresa de Dario Amodei, contam Helton Simões Gomes e Diogo Cortiz no novo episódio de Deu Tilt, o podcast do UOL para humanos por trás das máquinas. A empresa vai na contramão de outras figuras simbólicas, como Jensen Huang, da Nvidia, e Sam Altman, da OpenAI, que já foram vocais sobre os perigos da IA, mas agora amenizam seu impacto sobre a sociedade. Agora, é a Anthropic que levanta a bandeira vermelha. Mas ela tem cartas na manga para fazer isso. A SpaceX puxou a filha e protagonizou o maior IPO da história, mas logo OpenAI e Anthropic devem entrar na Bolsa de Valores e oferecer suas ações. No novo episódio de Deu Tilt, o podcast do UOL para humanos por trás das máquinas, Helton Simões Gomes e Diogo Cortiz contam se isso encerra a discussão sobre a bolha da inteligência artificial. | 55m 31s | ||||||
| 6/16/26 | ![]() O match entre Pix e big techs; agentes de IA no WhatsApp; a nova IA do iPhone; golpe do falso amor | O último integrante da família Pix completa um ano de aniversário no momento em que o governo dos Estados Unidos usa o meio de pagamento mais amado do Brasil para justificar tarifas adicionais a produtos brasileiros. Não é, porém, algo trivial: essa nova modalidade do Pix abre a oportunidade para as big techs americanas atingirem um público superior a mais de 60 milhões de pessoas. Neste novo episódio de Deu Tilt, o podcast do UOL para os humanos por trás das máquinas, Helton Simões Gomes e Diogo Cortiz explicam como o Pix Automático promove uma segunda onda de democratização. A primeira, conduzida pelo surgimento do Pix, promoveu a maior onda de inclusão já vista no sistema bancário e financeiro brasileiros. Hoje, 170 milhões de brasileiros usam o meio de pagamento —ou seja, 95% da população adulta. A segunda, ainda em curso, fará os 60 milhões de cidadãos sem cartão de crédito terem a possibilidade de contratar serviços que historicamente dependem desse meio de pagamento, dominado pelas norte-americanas Visa e Mastercard. Estamos falando de assinaturas digitais de streaming, softwares, chatbots de IA, cursos online e aplicativos. As big techs, donas da maior parte dessas plataformas, estão sorrindo de orelha a orelha. Os agentes de inteligência artificial estão chegando ao WhatsApp. Neste novo episódio de Deu Tilt, Diogo Cortiz e Helton Simões Gomes contam como esses robôs criados para agir em nome de pessoas como se fossem gente de carne e osso estão prestes a serem liberados pela Meta no aplicativo mais usado dos brasileiros. A dupla conta como eles funcionam e qual foi o longo e tortuoso caminho da empresa de Mark Zuckerberg para chegar a este ponto, que promete ser uma das fontes de receita para recuperar os investimentos bilionários feitos na IA. Do ponto de vista do consumidor, a conversa está prestes a mudar. Como os agentes de IA surgem como ferramenta ideal para empresas de todo porte responderem clientes a qualquer momento, é possível que visitar lojas online ou sites pessoais vire coisa do passado. A Apple está de estratégia nova para inteligência artificial. Neste no episódio de Deu Tilt, Diogo Cortiz e Helton Simões Gomes detalham a Siri AI. A assistente pessoal recebeu uma mãozinha do Google para ficar mais esperta e virar o mordomo de iPhone e Macs. Ela vai ler mensagens, averiguar emails e bisbilhotar fotos assim que o dono dos aparelhos pedirem por algo. Será ainda a cara do Apple Intelligence, o ecossistema da Apple de IA. Recorrer a outra big tech foi a forma da empresa se reerguer após os fiascos de sua inserção no mundo da IA. Vai funcionar? Com a chegada da data mais esperada pelos românticos, a temporada do golpe do falso namorado chega ao auge. Neste no episódio de Deu Tilt, Diogo Cortiz e Helton Simões Gomes contam como o Dia dos Namorados faz criminosos esfregarem as mãos para tirar dinheiro de quem só está em busca de um amor para chamar de seu. A dupla explica quais são os sinais de que a promessa de relacionamento é cilada, como se prevenir e conta casos de gente que ficou de coração partido —e perdeu milhares de reais. | 57m 31s | ||||||
| 6/9/26 | ![]() Sim, a IA te deixa burro; internet e crime organizado; um mundo só de IA✨ | artificial intelligencecognitive capacity+4 | — | ClaudeAnatel+1 | — | artificial intelligencecognitive decline+5 | — | 58m 01s | |
| 6/2/26 | ![]() IA comunista; Claude Design; a nova conta de celular da China; quem grita gol antes?✨ | impact of technologyAI in the workplace+3 | — | Claude CodeClaude Design+2 | — | AIClaude Design+3 | — | 55m 52s | |
| 5/26/26 | ![]() IA, fé e anticristo; Detector brasileiro de deepfake; Parando de trabalhar de graça para big tech✨ | inteligência artificialreligião+3 | — | AnthropicPalanthir+2 | Estados UnidosChina+2 | inteligência artificialdeepfake+5 | — | 45m 09s | |
| 5/19/26 | ![]() ChatGPT não vai acertar o campeão da Copa; 7 dicas para evitar golpes; Token maxing; Doubao e Kimi✨ | Copa do Mundointeligência artificial+4 | — | OpenAIGoogle+4 | — | ChatGPTCopa do Mundo+5 | — | 55m 22s | |
| 5/12/26 | ![]() O segredo da Dona Maria; Gemini e ChatGPT no desktop; Help Desk do Deu Tilt: tudo sobre a Lua✨ | inteligência artificialidentidades digitais+4 | — | OpenAIGoogle+2 | ChinaBrasil | inteligência artificialchatGPT+8 | — | 42m 30s | |
| 5/5/26 | ![]() Você não está atrasado (ainda): aprendendo IA generativa; ChatGPT na Alexa; você dançando com IA✨ | inteligência artificial generativaaprendizado de IA+4 | — | ChatGPTAlexa+3 | — | inteligência artificialIA generativa+5 | — | 49m 37s | |
| 4/28/26 | ![]() As lições da professora mais influente do mundo; Os robôs da China; Brasileiro paga mais pela IA✨ | educational innovationrobotics+3 | Débora Garofalo | Global Teacher PrizeVarkey Foundation | BrasilVila Babilônia+2 | educationrobotics+5 | — | 54m 25s | |
| 4/14/26 | ![]() IA na Guerra do Irã; Data centers no Brasil; o medo da IA ‘made in Pequim’; agentes do caos✨ | inteligência artificialconflito no Irã+5 | — | UOL | IrãEstados Unidos+2 | inteligência artificialIrã+5 | — | 55m 03s | |
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| 4/7/26 | ![]() China e o domínio tech; perseguição robô; saída para solteiros; Brasil dá start no comércio agêntico✨ | China technology planartificial intelligence+5 | — | ChinaElon Musk+2 | — | Chinatechnology+7 | — | 54m 59s | |
| 3/31/26 | ![]() Guerra dos chips; OpenAI x Anthopic; Robôs made in China; IA contra violência doméstica✨ | inteligência artificialchips+4 | — | celularescomputadores+4 | — | inteligência artificialchips+7 | — | 54m 18s | |
| 3/24/26 | ![]() Com IA ameaçando os devs, ainda vale entrar na computação? Paulo Pelaes e Luís Lamb respondem✨ | intelligence artificialdesenvolvedores+3 | Paulo Pelaes | UOLLovel | — | inteligência artificialdesenvolvedores+3 | — | 54m 34s | |
| 3/17/26 | ![]() EUA contra cabo de internet da América do Sul; vício das redes; IA x software; ‘zeladores de robô’✨ | internet infrastructureUS-China relations+4 | — | UOLInstagram+1 | Estados UnidosChina+3 | submarine cableUS-China conflict+6 | — | 54m 56s | |
| 3/10/26 | ![]() ‘Projeto Manhattan da China’, Europa diz 'basta’, satélites no Brasil e a IA devora a Wikipédia✨ | tecnologiasemicondutores+3 | — | máquina de EUVchips de última geração+2 | Brasil | Chinamáquina de EUV+5 | — | 54m 50s | |
| 3/3/26 | ![]() Três faces de uma guerra tecnológica: Elon Musk, deepfakes e Japão na guerra dos chips✨ | tecnologiaguerra tecnológica+3 | — | deepfakesUOL+1 | — | Elon Muskdeepfakes+3 | — | 55m 06s | |
| 2/24/26 | ![]() Ficção científica prevê o presente mais do que revela o futuro, diz mais expert do Brasil✨ | ficção científicatecnologia+4 | Fábio Fernandes | UOLDeu Tilt+1 | — | ficção científicaMetrópolis+5 | — | 54m 44s | |
| 2/10/26 | ![]() Marcelo Zuffo aposta que o Brasil pode virar uma potência dos chips | As mega fábricas de chips exigem investimentos bilionários, consomem volumes gigantescos de água e energia, geram resíduos muito tóxicos e só podem existir em países que topam o custo ambiental gigantesco. Adotar uma delas no Brasil seria um erro, conta Marcelo Zuffo, professor da Escola Politécnica da USP e diretor do InovaUSP, em entrevista ao Deu Tilt, podcast do UOL para os humanos por trás das máquinas, apresentado por Diogo Cortiz e Helton Simões Gomes. É dessa crítica que surge a Pocket Fab, o conceito das micro fábricas de chip nascido na Universidade de São Paulo. Em vez de instalações gigantescas e rígidas, a proposta é uma fábrica pequena, modular, automatizada e sustentável, pensada para atender demandas estratégicas da indústria nacional. Segundo Zuffo, o custo do wafer, a base onde os circuitos são fabricados, não muda, seja lá qual for o tamanho da fábrica. É essa lógica que dá viabilidade econômica ao projeto. Nas contas do professor, com cerca de 20 wafers por dia, a Pocket Fab poderia produzir milhões de chips por ano, o bastante para abastecer, por exemplo, toda a indústria automotiva brasileira. Além disso, o projeto aposta no uso eficiente de água e energia, redução de resíduos tóxicos e forte automação, com robótica e inteligência artificial. A proposta já tem apoio nacional e internacional e, para Zuffo, coloca o Brasil no centro de um novo modelo global de produção de semicondutores. | 54m 05s | ||||||
| 2/3/26 | ![]() Isabella Henriques: por que crianças e redes sociais não combinam. E mais: a IA pode ser cristã? | A Austrália já proibiu menores de 16 anos nas redes sociais. A França vai na mesma direção. No Brasil, a lei do ECA Digital, em vigor desde o fim do ano passado, obriga plataformas digitais a garantir espaço seguro a crianças e adolescentes, o que pode restringir a presença desse público nas redes sociais. Em entrevista ao Deu Tilt, podcast do UOL para humanos por trás das máquinas, Isabella Henriques, diretora executiva do Instituto Alana, explica como mudou a percepção do mundo sobre as redes sociais após sociedade, família e organizações sociais lutarem durante anos para conscientizar governos e reguladores de que esses ambientes não são feitos para crianças. Há mais de duas décadas, o Alana atua no debate público para a construção de um ambiente digital mais saudável para crianças e adolescentes. “Como um produto, que é colocado no mercado e utilizado massivamente por crianças e adolescentes, não foi pensado, no seu planejamento e ao longo da sua vida útil, no impacto que ele terá para esse público”, conta ela. Para exemplificar como esses ambientes digitais reservam verdadeiras armadilhas para os baixinhos, ela detalha os riscos escondidos nessas plataformas, conhecidos como "quatro Cs": conduta, conteúdo, contrato e contato. Com a maior presença dos jovens nas redes sociais e a entrada deles cada vez mais cedo —alguns com bem menos que 6 anos—, esses fatores de risco se intensificam e viram danos graves à saúde física e mental dos mais novos. As plataformas até oferecem a pais e mães ferramentas de supervisão, mas elas não resolvem o problema estrutural, já que o design das plataformas segue priorizando retenção de atenção e lucro. E no Brasil há um fator complicador: a desigualdade socioeconômica. "Maiores vulnerabilidades na vida offline estão conectadas a maiores vulnerabilidades na vida online”, ressalta. Muitas famílias não conseguem sequer acessar as ferramentas de controle parental. Num ambiente assim, diz a especialista, apenas a regulação é capaz de equilibrar a relação desigual entre crianças e empresas de tecnologia. | 54m 14s | ||||||
| 1/27/26 | ![]() ‘ChatGPT brasileiro’ e supercomputador da IA: o que já é realidade no Plano Brasileiro de IA? | O PBIA (Plano Brasileiro de Inteligência Artificial) foi anunciado no fim de 2024 e prometia R$ 23 bilhões para emplacar o Brasil na corrida global da IA. Em entrevista ao Deu Tilt, o podcast do UOL para os humanos por trás das máquinas, Hugo Valadares, diretor do Departamento de Ciência, Tecnologia e Inovação Digital do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), diz como o plano já tem saído do papel: R$ 6 bilhões para inovação em empresas, 140 mil pessoas capacitadas, atualização do supercomputador Santos Dumont, investimentos em infraestrutura de dados, novos cursos de graduação em IA em universidades públicas. Comparada aos esforços de Estados Unidos e China, a iniciativa brasileira soa modesta. Valadares afirma que, por outro lado, o investimento brasileiro é compatível com o observado na Europa nos planos de França e Reino Unido. "EUA e China estão num patamar de poder tecnológico, não só tecnológico, mas financeiro, que não tem como disputar de igual para igual. Se existe uma Champions League, esses dois disputam sozinhos. Nem a Europa tem essa capacidade. E, se você pensa nessa perspectiva, não adianta falar que amanhã a gente vai competir. Quando você olha o ecossistema de IA por completo, não tem como se comparar com a China, em quantidade de pessoas, engenheiros e computação e o poder de comprar máquinas (…) O Brasil precisa jogar o jogo que lhe cabe", diz o secretário. Para ele, o país "vai andar o mais rápido que conseguir de maneira a participar desse jogo global, seja a série que for, A ou B. Mas não acho que é a C". "O Brasil é um líder mundial e a gente está no quartil superior dos países com maior desenvolvimento tecnológico." | 55m 25s | ||||||
| 1/20/26 | ![]() Gatonet, pirataria e crimes online: o trabalho invisível do Ciberlab | Há alguns anos, falar em gatonet era imaginar alguém subindo no poste e puxando um cabo clandestino. Esse tempo acabou. Hoje, a pirataria de conteúdo audiovisual se profissionalizou e é oferecida por verdadeiras organizações empresariais, diz Paulo Benelli, delegado da polícia civil e coordenador do Ciberlab, o Laboratório de Operações Cibernéticas do Ministério da Justiça, em entrevista ao Deu Tilt, podcast do UOL para humanos por trás das máquinas. O gatonet moderno opera via IPTV em aparelhos de TV Box, usa servidores espalhados pelo mundo, usa técnicas sofisticadas para driblar os bloqueios das autoridades e, na hora do pagamento, aceita até parcelar. “Hoje [o gatonet] se estruturou de uma maneira não só tecnológica mas também organizada de modo empresarial para poder fraudar direitos de propriedade intelectual e causar dano ao consumidor (...) Tem uma estrutura para pagamento, tem o setor de atendimento ao cliente que nunca resolve nada, tem os setores para fazer a propaganda dessa TV Box, tanto em mídia pequena, como algumas páginas, como também nas redes sociais", diz o investigador. O combate a esse tipo de crime também precisou se reinventar, diz Benelli. No Brasil, o trabalho vai do rastreamento digital a ações conjuntas com as polícias estaduais, federal e, às vezes, de outros países. Mas o problema não para aí: muitas organizações criminosas atuam no roubo de dados pessoais, difusão de malware e outros crimes digitais. | 53m 25s | ||||||
| 1/13/26 | ![]() Top 5 personagens da IA; Tocanna x Jay-Z; Procura-se: rival para o celular; Top 5 deslizes da IA | No novo episódio de Deu Tilt, o podcast do UOL para os humanos por trás das máquinas, Helton Simões Gomes e Diogo Cortiz elencam as personalidades mais controversas do mundo da inteligência artificial em 2025. De Peter Thiel, o bilionário excêntrico do Vale do Silício com influência na Casa Branca de Donald Trump, à Tilly Norwood, primeira atriz criada por IA que vem causando protestos em Hollywood. De Tocanna, a cantora de IA que virou polêmica ao ser barrada por Jay-Z, a Daniel Ek, o CEO do Spotify que transforma o lucro da música em investimento na indústria bélica. E fechando com Xania Monet, cantora de IA que já entrou nas mais tocadas da Billboard e assinou contrato de US$ 3 milhões com uma grande gravadora. A pergunta inevitável é: quem lidera o ranking das figuras mais malucas da IA no ano? | 54m 57s | ||||||
| 12/16/25 | ![]() OpenAI é Banco Master da IA?; IA para detectar câncer; Google, o fogo amigo contra Nvidia | A OpenAI está no meio de uma ciranda bilionária para continuar existindo. No novo episódio de Deu Tilt, o podcast do UOL para humanos por trás das máquinas, Diogo Cortiz e Helton Simões Gomes explicam os números que dimensionam a situação complexa da empresa que é a sensação da inteligência artificial. Segundo estudo do time de tecnologia e semicondutores do HSBC, a dona do ChatGPT ficará sem lucro até 2030 e precisará de US$ 207 bilhões para bancar infraestrutura, data centers, energia, água, profissionais e compromissos assumidos com big techs como Microsoft e Amazon. A receita até cresce, mas isso não significa lucro –principalmente quando cada novo modelo custa ainda mais que os anteriores. O Sora 2, por exemplo, só aumentou o tamanho do rombo. Para o HSBC, há caminhos para a empresa fechar as contas, mas todos tortuosos: dobrar a base de assinantes pagos, entrar pesado na publicidade digital e descobrir formas mais eficientes de usar IA. E a mais complexa delas: para empatar, a OpenAI teria de convencer 44% da população mundial a pagar por seus serviços até 2030, número que nenhuma rede social ou app alcançou até hoje. Se parece absurdo, lembra um pouco o caso do Banco Master: uma montanha de promessas e um buraco ainda maior. Uma startup brasileira criou uma IA capaz de identificar indícios iniciais de câncer de intestino usando apenas um exame de sangue. Em entrevista ao Deu Tilt, o podcast do UOL para os humanos por trás das máquinas, a CTO da Huna Daniella Castro explicou que a pesquisa da Huna começou pelo câncer de mama e avançou para o de intestino –ambos alguns dos mais comuns no Brasil. Daniela ressalta que o desafio para o desenvolvimento da IA da Huna vai além da tecnologia: acessar dados de qualidade é fragmentado e contar com informações interoperáveis. Ela menciona estes pontos, porque o segredo da Huna é justamente o método criado para ensinar seu modelo de IA a encontrar sinais de câncer: primeiro, a equipe analisou resultados de colonoscopias e dividiu os pacientes em dois grupos (pessoas sem rastros de câncer e pessoas com lesões precursoras ou com tumor já instalado); depois, usou a IA para comparar os hemogramas desses dois grupos e identificar padrões de alteração que antecedem o câncer. A executiva explica que a mesma abordagem pode ser usada para rastrear outras doenças complexas, como diabetes e falência renal, um campo enorme que a IA ainda está começando a explorar. A vida da Nvidia não está nada fácil. Primeiro, foi proibida pelos EUA de vender chips para a China. Liberada, viu a China levantar barreiras. Agora, a empresa enfrenta fogo amigo dentro de casa: o Google entrou oficialmente no mercado de chips de inteligência artificial. No novo episódio de Deu Tilt, o podcast para os humanos por trás das máquinas, Diogo Cortiz e Helton Simões Gomes contam como o cenário aponta para uma reviravolta inevitável: o domínio absoluto da Nvidia está sob ameaça. | 54m 22s | ||||||
| 12/9/25 | ![]() O ‘novo momento DeepSeek’ e o dilema da IA: quem paga para robô ser treinado no Brasil? | Em entrevista ao Deu Tilt, o podcast do UOL para os humanos por trás das máquinas, Pedro Henrique Ramos, diretor-executivo do Reglab, foi taxativo: o Brasil caminha para ser o mais restritivo do mundo no treinamento de inteligência artificial, o que afetará o PIB do país. Segundo levantamento do think tank especializado em políticas públicas em tecnologia, o país pode perder R$ 21 bilhões se aprovar uma legislação que impeça IAs generativas de serem treinadas com obras protegidas por direitos autorais. O mesmo vale para inferências. Mas existem três caminhos, diz Ramos: liberar amplamente o uso do que está aberto na internet; criar um regime intermediário, com possibilidade de fazer pedidos de retirada de obras; adotar uma linha mais dura, em que nada é usado sem pagamento. Só que a internet é global, e as leis, nacionais, diz. Se o Brasil aprovar uma proposta mais restritiva, empresas podem simplesmente levar seus data centers para outros lugares. Ramos não esconde que a liberação de informações protegidas para treinar IA é algo que beneficia as big tech norte-americanas, como Google e Meta, mas diz que a disputa, no fim das contas, é entre grandes conglomerados empresariais: quem treina modelos de IA versus quem detém direitos autorais. E os produtores de conteúdo podem até se dar bem com a IA, já que, segundo a pesquisa Futuros Criativos, a nova tecnologia pode até reduzir os royalties das indústrias criativas, mas, por outro lado, tende a elevar sua produtividade. Já Luca Schirru, advogado e consultor em direitos autorais, afirma que a regulação do uso de dados para o treinamento da IA depende de como, por quem e para quê eles estão sendo minerados. Há uma diferença entre a utilização de dados para pesquisas ou por instituições públicas e sem fins lucrativos e por grandes empresas de mercado, que geram lucro a partir desses dados ou oferecem obras que podem substituir o trabalho humano. Segundo ele, é possível combinar diferentes caminhos de remuneração pelo uso de dados e conteúdos criativos por grandes empresas, como autorizar certas formas de treinamento e, ao mesmo tempo, cobrar o pagamento apenas das big techs que lucram com a IA generativa. Startups, modelos abertos e projetos de pesquisa poderiam se beneficiar de modelos mais flexíveis. Schirru ressalta que ferramentas como a ProRata.AI já apontam para a possibilidade de identificar quais obras entraram no treinamento, criando uma base para modelos de remuneração mais transparentes. Para equilibrar os interesses, ele sugere mecanismos que vão além do licenciamento tradicional: taxas sobre receita, fundos para autores e veículos de imprensa, ou investimentos em capacitação. O objetivo é garantir sustentabilidade para quem cria, sem travar a inovação. Do nada, a China lançou um app que ultrapassou o Gemini, o ChatGPT e até o DeepSeek em número de acessos. Em uma semana, o Qwen bateu 10 milhões de downloads. Ele é do Alibaba, que os brasileiros conhecem pelo AliExpress, mas que também tem uma das maiores infraestruturas de computação em nuvem do mundo. O Qwen começou como um modelo de IA aberto, usado por empresas que preferem aproveitar uma base em vez de gastar tempo e dinheiro na fase de pré-treinamento da IA. Agora virou chatbot e, com o app, o Alibaba decidiu se apresentar ao consumidor global como uma companhia AI first, no melhor estilo Google. E tem mais: a empresa também lançou o Quark, um assistente pessoal de IA combinado com navegador. A mensagem é clara: o Alibaba não quer só disputar mercado, mas tomar a liderança na corrida tecnológica. | 54m 00s | ||||||
| 12/2/25 | ![]() Giselle Beiguelman discute: arte com IA é arte? ‘Censura algorítmica’ e obsolescência desprogramada | Em entrevista a Deu Tilt, a artista visual, professora universitária e pesquisadora Giselle Beiguelman desmonta a ideia de que existe “arte criada pela máquina”. Para ela, o que chamamos de arte com IA é sempre arte com tecnologia, feita com a máquina, e não por ela. A grande novidade, inédita na história da arte, é que a tecnologia agora toma decisões durante o processo criativo. Nenhum artista controla 100% seus instrumentos, mas a IA interfere nos rumos da criação. Quando alguém pergunta se arte com IA “é arte”, Giselle responde olhando para o processo. O prompt não é só descrição; é uma experiência que tensiona os meios de produção. A IA muda o campo artístico ao mesmo tempo em que amplia e ameaça. Copiar ficou fácil, criar continua difícil. No lugar do desvio de padrão, que sempre foi motor da arte, o risco é ficarmos presos numa jaula cibernética onde tudo é retroalimentado pelos mesmos arquivos hegemônicos. Arquivos inexistentes podem ser apontados, mas referências que fogem do padrão podem desaparecer. O repertório coletivo corre o risco de se diluir. Para Giselle, o debate gira em torno da democratização do acesso à arte, mas também em torno de quem controla os meios para criar –afinal, os melhores recursos já são pagos. A cultura do padrão reforça repertórios hegemônicos, e os maiores problemas da IA continuam sendo humanos: a reprodução de nossos vieses e modelos culturais. | 52m 29s | ||||||
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