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#380 Memorando EUA-Irã, com Henrique Cymerman
Jun 24, 2026
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#378 É um judeu ali? (Judeus no cenário cultural)
Jun 10, 2026
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#377 O que está acontecendo no Líbano?
Jun 3, 2026
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#376 Quem é Itamar Ben Gvir
May 27, 2026
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#375 Judeus, Israel e a eleição no Brasil
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| 6/24/26 | ![]() #380 Memorando EUA-Irã, com Henrique Cymerman | Estados Unidos e Irã assinaram na semana passada um memorando. O documento previa a paralisação imediata dos ataques entre Israel e Irã e também entre Israel e Hezbollah. Entre outros termos, a negociação diz que o Irã não pode comprar armas nucleares, mas não esclarece como fica o enriquecimento de urânio no país. Em contra-partida, os iranianos, reabriram o Estreito de Ormuz. O documento fala sobre Israel, mas a negociação em si não teve israelenses.É consenso entre os analistas de que o memorando fortalece o Irã e enfraquece Israel. Como fica a situação da relação entre Estados Unidos e Israel com Donald Trump escanteando Benjamin Netanyahu das negociações? A partir da assinatura, os países têm 60 dias para entrar em um acordo definitivo. Quais as tendências para o futuro? Pra conversar com a gente hoje, recebemos o jornalista Henrique Cymerman, que cobre o Oriente Médio há mais de três décadas. | — | ||||||
| 6/10/26 | ![]() #378 É um judeu ali? (Judeus no cenário cultural) | Ao longo dos últimos anos, a palavra “representatividade” passou a ocupar um espaço maior no nosso dia a dia. Basicamente, é o conceito que fala sobre presença e visibilidade de diferentes grupos sociais na comunicação. E no audiovisual, como é ser judeu ou criar personagens judeus? Há algum tipo de resistência a essas figuras? E o que significa ser judeu hoje no meio da cultura? Nossa convidada é Iafa Britz, produtora de cinema, sócia da Migdal Filmes, psicóloga e uma autêntica iídiche mame! Bem-vinda. | — | ||||||
| 6/3/26 | ![]() #377 O que está acontecendo no Líbano? | Quando Israel e Hezbollah aceitaram um cessar-fogo, muita gente imaginou que a guerra na fronteira entre Israel e Líbano finalmente havia chegado ao fim. Mas os últimos acontecimentos mostram uma realidade diferente. Ataques de drones continuam acontecendo, tropas israelenses avançaram para novas posições no sul do Líbano e o governo de Benjamin Netanyahu afirma que está ampliando uma zona de segurança para proteger as comunidades do norte de Israel.Ao mesmo tempo, o Hezbollah continua presente na região, acusa Israel de violar o acordo e mantém sua capacidade de atacar o território israelense. Afinal, esse cessar-fogo existe apenas no papel? O que está acontecendo na fronteira norte de Israel? E quais os riscos de uma nova escalada regional? Nosso convidado de hoje é Henry Galsky, brasileiro que vive em Israel, jornalista, correspondente da CNN Portugal e editor do portal Israel de Fato. | — | ||||||
| 5/27/26 | ![]() #376 Quem é Itamar Ben Gvir | Na semana passada, um vídeo de apenas 56 segundos movimentou o mundo diplomático e fez Israel estampar manchetes por todo o mundo. As imagens mostravam um político israelense humilhando ativistas de uma flotilha, que buscava furar o bloqueio de Israel à Faixa de Gaza. Hoje, nós vamos te contar aqui a história desse político.As imagens publicadas nas redes dele geraram choque em todo mundo, mas só surpreende quem não conhece a história dele. Nesse episódio um pouco diferente, a gente vai te apresentar Itamar Ben Gvir pra além do nome e do cargo, contar uma história que começa há 31 anos e discutir por que ele é um personagem bastante representativo sobre o momento político de Israel. | — | ||||||
| 5/20/26 | ![]() #375 Judeus, Israel e a eleição no Brasil | Recentemente, aqui no podcast, falamos das eleições em Israel, que devem acontecer em outubro. No mesmo mês, acontece a eleição aqui no Brasil. Neste ano, votaremos para presidente, governador, deputado federal, estadual e dois senadores. Não é incomum que Israel apareça como tema eleitoral - ou eleitoreiro. Mas será que Israel e os judeus são assuntos que realmente têm impacto na votação que define o futuro político do país? Nosso convidado é Bernardo Sorj, Professor titular de sociologia da UFRJ, conselheiro do IBI e diretor da plataforma democrática da fundação Fernando Henrique Cardoso. | — | ||||||
| 5/13/26 | ![]() #374 Thiago Ávila e a flotilha | A prisão do ativista brasileiro Thiago Ávila em Israel gerou forte repercussão, mobilizou o governo brasileiro e reacendeu as discussões sobre os limites do ativismo internacional, o direito de Israel de interceptar embarcações e a disputa de narrativas em torno do conflito.Para entender esse episódio, é preciso olhar para o contexto mais amplo: o bloqueio imposto à Faixa de Gaza, as tentativas de rompê-lo por flotilhas humanitárias e as diferentes interpretações jurídicas e políticas sobre esse tipo de ação. Afinal, o que diz o direito internacional sobre o bloqueio e sobre essas embarcações? E como interpretar a escalada política e jurídica em torno desse tema nos últimos anos? Nosso convidado é João Paulo Charleaux, jornalista, escritor e analista político. Autor de "As Regras da Guerra”. | — | ||||||
| 5/6/26 | ![]() #373 Xadrez eleitoral em Israel | As eleições em Israel devem acontecer em outubro, mas a corrida eleitoral já começou. Novas alianças movimentam o tabuleiro, enquanto o governo de Benjamin Netanyahu se mexe para, de alguma forma, manter-se no poder.Em Israel, a população vota em listas de partidos. O número 1 de cada lista é o candidato à primeiro-ministro. Mas só é possível formar o governo se houver um acordo, se o vencedor formar uma coalizão que some ao menos 61 cadeiras, o que dá maioria no parlamento. Ou seja, não necessariamente o vencedor conseguirá formar coalizão. Pra falar sobre esse tema, nosso convidado é João Miragaya, mestre em história pela universidade de Tel Aviv, apresentador do podcast “Do lado esquerdo do muro” e assessor do IBI. | — | ||||||
| 4/29/26 | ![]() #372 Lei contra o antissemitismo | No cenário legislativo brasileiro, o antissemitismo está em pauta. Houve uma sequência importante de fatos nos últimos tempos: o Brasil deixou a Aliança Internacional para a Memória do Holocausto. Depois, a deputada Tabata Amaral apresentou um projeto de lei que define o antissemitismo. e mais recentemente, houve um seminário em Brasília para debater o tema. E esse cenário é o nosso assunto hoje. Nosso convidado é Fernando Lottenberg, advogado, Comissário da Organização dos Estados Americanos para o monitoramento e combate ao antissemitismo, e conselheiro do IBI. | — | ||||||
| 4/22/26 | ![]() #371 Faz sentido ser sionista hoje? | No dia em que esse episódio vai ao ar, 22 de abril, o calendário gregoriano lembra Iom Haatzmaut, ou seja, o Dia da Independência de Israel. Nesta data em que celebramos os 78 anos da independência de Israel, entendemos que é importante fazer um questionamento: faz sentido ser sionista hoje? | — | ||||||
| 4/15/26 | ![]() #370 O Levante do Gueto de Varsóvia | Era véspera do feriado judaico de Pessach. O plano dos nazistas era, em poucos dias, acabar com o que restava do Gueto de Varsóvia. Mas encontraram uma resistência inesperada. Jovens, em especial de movimentos juvenis, decidiram se organizar e, armados, resistiram o quanto puderam. Durou um mês. E este se tornou, para sempre, o grande símbolo de resistência judaica durante o Holocausto .Dia 19 de abril é o dia em que lembramos o Levante do Gueto de Varsóvia, quando a revolta começou, no ano de 1943, no calendário gregoriano. No calendário judaico, é também esta a data que inspira do Iom Hashoá. E é sobre a relevância deste evento histórico que vamos conversar. Nossa convidada é Thais Lancman, que é escritora, mestre em Literatura Judaica pela USP e doutora em Literatura Comparada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. E pra sempre uma bogeret do Habonim Dror | — | ||||||
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| 4/8/26 | ![]() #369 Judeus com medo de serem judeus | Uma série de episódios antissemitas em todo o mundo fazem com que os judeus entrem em estado de alerta. Sinagogas foram incendiadas na Europa e até ambulâncias de serviços voluntários da comunidade judaica foram alvo. No Brasil, episódios começam a aparecer: no Rio de Janeiro, o dono de um estabelecimento foi acusado de dizer que não queria que judeus frequentassem o local.A cada novo episódio, seja onde for, de Bondi Beach, na Austrália, ao Rio de Janeiro, cresce o medo de judeus de exporem como judeus. Hoje, nossa conversa é sobre isso. E convidamos Lia Vainer Schucman, psicóloga e pesquisadora de relações étnico raciais. | — | ||||||
| 4/1/26 | ![]() #368 Cisjordânia ou Judeia e Samária? | A situação na Cisjordânia é grave e tem chamado atenção no mundo inteiro. Líderes de comunidade judaica da diáspora endereçaram uma carta ao presidente de Israel, Isaac Herzog, pedindo que ele tome ações para acabar com a violência de colonos judeus contra palestinos.Qual a situação na Jordânia hoje? Algo está sendo feito de fato para mudar este cenário? E como a violência contra os palestinos pode afetar também Israel? Nosso convidado é Marcos Gorinstein, apresentador do podcast “Do lado esquerdo do muro”. | — | ||||||
| 3/25/26 | ![]() #367 Israelenses em Itacaré | Nas últimas semanas, muita gente falou sobre Itacaré, no litoral sul da Bahia. A cidade virou assunto por ser destino de muitos israelenses. É comum que, ao terminar o serviço militar obrigatório, jovens de Israel viagem pelo mundo. O Brasil é destino comum e, especificamente, Itacaré está entre os preferidos. A onda antissionista, majoritariamente de fora da cidade, fez de Itacaré palco de uma manifestação contra os israelenses.Quando as notícias chegam pelas redes sociais, parece que havia uma revolta geral em Itacaré pela presença dos israelenses. Mas será que era isso mesmo? Em vez de ficar se baseando só nas redes, o IBI foi a Itacaré. Ou melhor, o nosso querido João Torquato foi até lá. E hoje ele participa aqui com a gente pra contar o que ele viu, ouviu e sentiu em Itacaré. | — | ||||||
| 3/18/26 | ![]() #366 A Rabina, da HBO Max | Como lidamos com a morte? Como seguimos vivendo com aqueles que já se foram, com suas histórias, suas ausências e aquilo que deixaram em nós? Essa é a pergunta que atravessa Viver com nossos mortos, livro da rabina reformista francesa Delphine Horvilleur, em que entrelaça experiências de luto com referências bíblicas, tradições judaicas e humor. O livro se tornou um fenômeno editorial na França, com mais de 250 mil exemplares vendidos, e foi descrito pelo jornal Le Monde como “um poderoso hino à vida”.Inspirada nesse universo, a série A Rabina cria uma personagem ficcional, a jovem rabina Léa, e acompanha os encontros com pessoas que a procuram em momentos de crise, perda ou dúvida. Entre histórias de luto, conflitos familiares e heranças difíceis de carregar, a série acaba tocando em temas como memória, a transmissão e a forma como seguimos vivendo com nossos mortos. Nossa convidada hoje é a Ilana Feldman, professora adjunta da Escola de Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e do Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Cultura da mesma instituição. Possui pós-doutorado em Meios e Processos Audiovisuais pela Universidade de São Paulo (USP) e pós-doutorado em Teoria Literária pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). É doutora em comunicação pela USP, com passagem pelo Departamento de Filosofia, Artes e Estética da Universidade Paris 8. | — | ||||||
| 3/11/26 | ![]() #365 Precisamos falar sobre os curdos | A guerra entre Israel, Estados Unidos e Irã abriu uma nova fase de instabilidade no Oriente Médio. Desde o final de fevereiro, ataques militares, ameaças de escalada regional e disputas estratégicas entre potências voltaram a colocar a região no centro da política internacional. Mas como acontece com frequência no Oriente Médio, guerras entre Estados também acabam reativando conflitos históricos que atravessam fronteiras nacionais. Um desses conflitos é a chamada questão curda. Espalhados por países como Turquia, Iraque, Síria e Irã, os curdos formam um dos maiores povos do mundo sem um Estado próprio.A questão curda atravessa toda a história política do Oriente Médio moderno. Ao longo do último século, os curdos estiveram envolvidos em diferentes conflitos regionais e também em alianças estratégicas com potências externas. Agora, com a guerra envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel, volta a surgir a pergunta: até que ponto os movimentos curdos podem influenciar os rumos desse conflito? E quais seriam as consequências regionais de uma mobilização curda nesse momento? Para conversar sobre tudo isso com a gente, recebemos hoje Monique Sochaczewski, doutora em História, Política e Bens Culturais, professora do Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa (IDP) e Cofundadora e Pesquisadora Sênior do Grupo de Estudos e Pesquisa sobre o Oriente Médio (GEPOM). | — | ||||||
| 3/4/26 | ![]() #364 Israel e Irã em guerra | No dia 28 de janeiro, Israel e os Estados Unidos realizaram ataques coordenados contra alvos estratégicos no território do Irã. Segundo o governo de Israel, o objetivo era atingir estruturas militares e capacidades consideradas ameaças diretas à segurança israelense. A resposta iraniana veio pouco tempo depois, com o lançamento de mísseis e drones que atingiram não apenas alvos militares, mas também áreas civis em Israel. O confronto, que já vinha se desenhando há anos, entrou novamente em uma fase aberta e direta. Não estamos falando de uma ação pontual. Estamos falando de dois Estados que já haviam cruzado linhas vermelhas no passado recente e que agora voltam a testar os limites da dissuasão.Essa nova escalada reacende uma pergunta central: até onde esse confronto pode ir? O Irã sustenta uma rede de aliados armados na região, como o Hezbollah, enquanto Israel afirma que não aceitará a consolidação de ameaças estratégicas em suas fronteiras. Para entender o que está acontecendo agora, quais são os riscos de ampliação desse conflito e como a sociedade israelense está vivendo esse momento, recebemos hoje a jornalista e correspondente do IBI em Israel, Daniela Kresch. | — | ||||||
| 2/25/26 | ![]() #363 O governo Lula e a comunidade judaica | No dia 28 de janeiro, o governo Lula realizou uma reunião com diversos representantes da comunidade judaica para discutir o combate ao antissemitismo no Brasil. Por parte da sociedade civil, estiveram presentes instituições, figuras e nomes relevantes, entre eles, o Instituto Brasil-Israel. Por parte do governo, estiveram o vice-presidente, Geraldo Alckmin - que estava no exercício da presidência na ocasião, a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, dos Direitos Humanos e da Cidadania, Macaé Evaristo, da Gestão, Esther Duek, e a ministra substituta das Relações Exteriores, Maria Laura. Por que essa reunião aconteceu? Qual era o objetivo? O que pode mudar depois desse diálogo?Além da reunião, a ministra dos Direitos Humanos, Macaé Evaristo, esteve em São Paulo e visitou instituições judaicas como o Memorial do Holocausto e a Casa do Povo. Para saber mais sobre essa ponte de diálogo, a gente conversa com uma parte fundamental deste processo: Clara Ant, chefe da Assessoria Especial de Apoio ao Processo Decisório da Presidência da República. | — | ||||||
| 2/18/26 | ![]() #362 O caso Epstein e o antissemitismo | O caso Jeffrey Epstein voltou ao centro do debate público depois da divulgação de novos documentos ligados à sua rede de contatos. O que deveria ser uma discussão sobre abuso de poder, impunidade e responsabilidade institucional rapidamente se transformou em algo maior. No Brasil, o sociólogo Jessé Souza publicou um vídeo associando o caso a um suposto “lobby judaico” e ao sionismo, ampliando o escândalo para uma narrativa de controle global. A repercussão foi imediata, e revelou algo que vai além de um episódio isolado: o retorno de velhas teorias conspiratórias com nova linguagem. O que está em jogo quando um crime real vira combustível para o antissemitismo? O caso Epstein envolve vítimas reais, redes de poder reais e falhas institucionais que precisam ser investigadas com seriedade. Mas o que estamos vendo agora é um deslocamento preocupante: o escândalo passa a ser usado como prova de uma suposta conspiração judaica global, às vezes explicitamente, às vezes sob o rótulo de “sionismo” ou “elite financeira internacional”. Esse tipo de narrativa não nasce em um campo político específico. Ele aparece tanto em setores da extrema-direita, que reciclam mitos clássicos sobre controle judaico do mundo, quanto em setores da esquerda, que revestem a mesma estrutura conspiratória com linguagem anti-imperialista ou antissionista. Em comum, está a lógica de transformar indivíduos em símbolos e símbolos em explicações totalizantes. Para entender como esse mecanismo funciona, e por que ele reaparece com tanta força em momentos de crise institucional, convidamos Daniel Feldmann, professor da Universidade Federal de São Paulo. | — | ||||||
| 2/11/26 | ![]() #361 Educação judaica: caminhos e desafios | Entre tantas decisões que atravessam a parentalidade, uma pergunta aparece com frequência nas famílias judias: como garantir que as crianças tenham contato com os valores judaicos e, ao mesmo tempo, com a diversidade? Uma escola judaica é a solução? Há outros espaços, além das instituições formais de ensino, que promovam a educação judaica? A decisão não se trata apenas de escolher uma instituição de ensino, mas de refletir sobre pertencimento, identidade, memória e futuro, ao mesmo tempo em que se busca garantir que seus filhos e filhas cresçam em diálogo com a diversidade. Para essa conversa, convidamos a Dália Schneider, formada em Direito pela PUC SP e pós graduada em Pedagogia Waldorf, pela Faculdade Rudolf Steiner. Trabalha com educação judaica há quase 2 décadas e atualmente é uma das Coordenadoras do departamento de Ensino da Comunidade Shalom - Sinagoga Masorti de São Paulo. Também é consultora do Museu Judaico de São Paulo, onde contribui para a promoção e preservação da identidade judaica por meio da formação de educadores, desenvolvimento de atividades e produção de conteúdo. | — | ||||||
| 2/4/26 | ![]() #360 Eleições em Israel: e agora? | Israel volta a se aproximar de mais um ciclo eleitoral em um contexto que já não é exceção, mas quase regra: polarização extrema, dificuldade de formação de maiorias e a sensação de que o sistema político está preso a um impasse permanente. Mesmo depois de anos de eleições sucessivas, o país parece girar em torno dos mesmos nomes, dos mesmos blocos e das mesmas disputas fundamentais. O que essas eleições dizem sobre o momento político israelense? E por que sair do lugar parece tão difícil?Segundo análises recentes, Israel entra nesse novo ciclo eleitoral em uma espécie de “nova era”, marcada por guerra, trauma coletivo e tensão institucional, mas sem grandes novidades no elenco político. Ao mesmo tempo, os campos rivais se mostram cada vez mais rígidos, o que torna o cenário pós-eleitoral tão incerto quanto o pré-eleitoral. Para entender o que está em jogo, os limites desse sistema e os possíveis desdobramentos, convidamos Marcos Gorinstein, brasileiro que mora em Israel e apresenta o podcast “Do lado esquerdo do muro”, ao lado do João Miragaya. | — | ||||||
| 1/28/26 | ![]() #359 Ir a Auschwitz ainda faz sentido? | A Marcha da Vida ainda faz sentido? Para muita gente, a Marcha da Vida, programa que leva jovens judeus a um percurso de duas semanas entre Polônia, Berlim e Israel, foi uma experiência transformadora, quase um rito de passagem. Mas hoje, em um mundo atravessado por guerras, polarizações, disputas de narrativa e um crescimento preocupante do antissemitismo, essa experiência é interrogada de novas formas. O que significa caminhar por campos de extermínio num momento em que a memória da Shoá é relativizada ou instrumentalizada? Como falar de Israel com jovens que vivem tensões políticas, éticas e afetivas em relação ao Estado? E de que forma o programa pode continuar sendo um espaço de educação, memória e reflexão crítica para as juventudes judaicas diversas de hoje? Para conversar sobre o tema, convidamos mais uma vez o Yoel Schvartz, sociólogo e historiador, professor de história judaica e palestrante no Yad Vashem, o museu do Holocausto em Jerusalém. Nasceu na Argentina, mora em Israel faz trinta anos, foi diretor do instituto para a formação de liderança em Jerusalém e morou no Brasil no começo dos anos dois mil - por isso, fala português. | — | ||||||
| 1/21/26 | ![]() #358 O que está acontecendo no Irã? | No final de 2025, o Irã voltou ao centro do noticiário internacional, mas não por uma guerra externa ou por negociações nucleares. O que vemos agora são protestos internos de grande escala, espalhados por diversas cidades, impulsionados por uma combinação explosiva de crise econômica, repressão política e desgaste profundo do regime. Com relatos de milhares de mortos, prisões em massa e apagões de internet, as manifestações levantam uma pergunta central: estamos diante de mais um ciclo de repressão brutal ou de uma fissura estrutural no sistema político iraniano?O Irã de hoje expõe um dilema conhecido em outros contextos autoritários: um Estado que se sustenta pela repressão, mas que enfrenta uma sociedade cada vez mais fragmentada, cansada e sem ilusões. Ao mesmo tempo, a oposição, dentro e fora do país, aparece dividida, disputando legitimidade, narrativas e até símbolos do passado. Enquanto o regime acusa interferência estrangeira e tenta controlar a informação, manifestantes arriscam a vida em um ambiente de violência extrema e isolamento digital. Para discutir o que está por trás dessas manifestações, os limites da oposição iraniana, o papel da comunidade internacional e os cenários possíveis para o futuro do país, a gente conversa hoje com Monique Sochaczewski, doutora em História, Política e Bens Culturais, professora do Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa (IDP) e Cofundadora e Pesquisadora Sênior do Grupo de Estudos e Pesquisa sobre o Oriente Médio (GEPOM) | — | ||||||
| 1/14/26 | ![]() #357 Mamdani e o antissionismo | Nos últimos anos, o debate sobre antissemitismo voltou ao centro da política global. Mas não apenas como um fenômeno ligado à extrema direita, às teorias conspiratórias ou ao negacionismo histórico. Cada vez mais, ele também aparece em ambientes progressistas, em discursos que se apresentam como antirracistas, decoloniais ou defensores dos direitos humanos. Em cidades como Nova York, lar da maior comunidade judaica fora de Israel, esse debate ganhou contornos muito concretos: decisões institucionais, disputas simbólicas e tensões reais sobre segurança, liberdade de expressão e pertencimento. Quando o antissemitismo deixa de ser apenas uma ideologia e passa a moldar políticas públicas, em ambos os lados do espectro político, o que está realmente em jogo? A ascensão de figuras políticas ligadas à extrema direita e à extrema esquerda tem revelado algo inquietante: apesar das diferenças ideológicas profundas, certos discursos se encontram quando o assunto é o judeu, seja como símbolo de poder, de opressão ou de ameaça. Em Nova York, a eleição de Zohran Mamdani e decisões como o fim da proibição de protestos em frente a sinagogas reacenderam um debate sensível: onde termina a crítica política legítima e onde começa a intimidação de uma minoria? Para discutir os pontos de encontro entre extrema direita, extrema esquerda, antissemitismo contemporâneo e as preocupações das comunidades judaicas, a gente conversa hoje com Fábio Zuker, que é pesquisador com enfoque na área socioambiental, doutor em antropologia pela Universidade de São Paulo, realizou pós-doutorado na Princeton University (EUA) Collège de France na França. | — | ||||||
| 1/7/26 | ![]() #356 Reféns e os relato de Gaza | O 7 de outubro aconteceu há mais de dois anos. Todos os reféns vivos voltaram a Israel e, entre os mortos, há um corpo que ainda não foi devolvido pelo grupo terrorista Hamas. Mas nada disso quer dizer que o assunto está encerrado. Cada um dos ex-reféns têm seu próprio tempo para estar pronto para contar o que aconteceu durante o período em cativeiro. Alguns relatos têm saído na imprensa israelense, enquanto outros podem não ser publicados nunca.Nesse episódio, a gente vai trazer algumas das histórias desses ex-reféns. Então, fica aqui o aviso de conteúdo sensível, com descrições de tortura, violência psicológica, física e sexual. Quem traz pra gente esses relatos que estão sendo publicados em Israel é Daniela Kresch, jornalista e correspondente do IBI. | — | ||||||
| 12/31/25 | ![]() #355 Israel 2025: Retrospectiva | 2025 foi um dos anos mais tensos e imprevisíveis da história recente de Israel. Depois de 2024, ainda marcado pelo ataque de 7 de outubro de 2023 e pela guerra que se seguiu, o ano seguinte viu, finalmente, um cessar-fogo negociado entre Israel e o Hamas que incluiu rodadas de trocas de prisioneiros palestinos e a devolução dos reféns em posse do grupo terrorista, em um processo que se deu sob mediação internacional, em particular pelos EUA. Esse acordo, por enquanto, evitou a continuação imediata de uma ofensiva em grande escala e permitiu a entrada de ajuda humanitária em Gaza.Olhar para Israel em 2025 não é só observar um país em crise, é tentar entender como política, trauma, guerra, religião e identidades em confronto moldam não apenas o presente, mas aquilo que Israel pode se tornar. É um ano que mistura tentativas de normalização com rupturas profundas, e que devolve ao mundo perguntas sobre democracia, segurança e futuro. Para falar um pouco sobre como foi 2025 em Israel e o que esperar para 2026, hoje a gente recebe o historiador, assessor do IBI e apresentador do podcast “Do Lado esquerdo do Muro” João Miragaya. | — | ||||||
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