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Paula Sibilia: Por que desejamos o tempo todo e nunca estamos satisfeitos
Jun 13, 2026
51m 46s
Adriana Negreiros: Dercy Gonçalves foi heroína decolonial pioneira
May 23, 2026
51m 37s
Bruno Blecher: Agronegócio agora vê mudança climática como risco
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37m 57s
Benjamin Moser: Nem Rembrandt ou Vermeer sabiam o destino que teriam
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João Paulo Charleaux: Israel comete crimes de guerra em Gaza
Apr 11, 2026
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| Date | Episode | Topics | Guests | Brands | Places | Keywords | Sponsor | Length | |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| 6/13/26 | ![]() Paula Sibilia: Por que desejamos o tempo todo e nunca estamos satisfeitos | Todo o mundo mente, escreve a antropóloga Paula Sibilia, mas existe uma diferença fundamental entre os hipócritas e os cínicos. Os hipócritas partem da premissa de que existe uma verdade e que devem seguir regras de convívio social —tentam esconder as transgressões porque, no fundo, acreditam que mentir não é certo. Já os cínicos rejeitam completamente essa moralidade: não fingem que respeitam leis ou normas que nunca valeram para todo o mundo e sentem que têm o direito de adotar até discursos violentos —e ainda podem receber aplausos por serem vistos como autênticos ou sinceros. Sibilia, ensaísta argentina e professora da UFF (Universidade Federal Fluminense), recorre às noções de hipocrisia e cinismo para debater a mudança, nas últimas décadas, do solo moral em que a vida social está enraizada. No recém-lançado "Eu Mereço", a pesquisadora se debruça sobre a erosão das engrenagens subjetivas da modernidade e o fortalecimento de uma moralidade consumista e individualista desde os anos 1960, período em que um eu empoderado passou a ser estimulado a desejar o tempo todo em vez de ser reprimido em nome do funcionamento da sociedade. Neste episódio, Sibilia fala sobre o papel das tecnologias digitais nesse processo —que, para ela, são muito mais que só causa ou só reflexo das sociabilidades atuais— e discute os novos tipos de sofrimento psíquico que ganham força no mundo de hoje. Produção e apresentação: Eduardo Sombini Edição de som: Jéssica Cruz See omnystudio.com/listener for privacy information. | 51m 46s | ||||||
| 5/23/26 | ![]() Adriana Negreiros: Dercy Gonçalves foi heroína decolonial pioneira✨ | Dercy Gonçalvescomedy+3 | Adriana Negreiros | Dercy: a Diva Debochada | — | Dercy GonçalvesAdriana Negreiros+5 | — | 51m 37s | |
| 5/9/26 | ![]() Bruno Blecher: Agronegócio agora vê mudança climática como risco✨ | agribusinessclimate change+3 | Bruno Blecher | Folha de S.PauloGlobo Rural+3 | — | agribusinessclimate change+5 | — | 37m 57s | |
| 4/25/26 | ![]() Benjamin Moser: Nem Rembrandt ou Vermeer sabiam o destino que teriam✨ | art historyforeign experience+3 | Benjamin Moser | O Mundo de Ponta-cabeçaRembrandt+1 | — | Benjamin MoserRembrandt+5 | — | 49m 20s | |
| 4/11/26 | ![]() João Paulo Charleaux: Israel comete crimes de guerra em Gaza✨ | crimes de guerradireitos humanos+5 | João Paulo Charleaux | Corte Internacional de JustiçaTribunal Penal Internacional+4 | GazaIrã | crimes de guerraIsrael+5 | — | 53m 33s | |
| 3/28/26 | ![]() Rita Carelli: Mito indígena evoca origem comum de todos os povos✨ | indigenous mythologypersonal narrative+3 | Rita Carelli | Igreja CatólicaO Mundo Fora da Pedra | Mato Grossorio Juruena | Rita CarelliVicente Cañas+5 | — | 45m 42s | |
| 3/14/26 | ![]() Uirá Machado: Obsessão por xadrez e fervor religioso marcaram vida de Mequinho✨ | chessreligion+3 | Uirá Machado | Folha de S.PauloEntre Bispos e Reis | — | Mequinhochess+5 | — | 50m 33s | |
| 2/28/26 | ![]() Vladimir Safatle: O que vemos hoje não é metáfora, é o fascismo mesmo✨ | fascismpopulism+3 | Vladimir Safatle | Universidade de São Pauloeditora Ubu+3 | — | fascismpopulism+3 | — | 57m 37s | |
| 2/7/26 | ![]() Camila Appel: Paradigma médico atual cria entraves a morte mais humana✨ | deathend of life+3 | Camila Appel | FolhaMorte sem Tabu+1 | — | deathend of life+5 | — | 53m 41s | |
| 1/24/26 | ![]() Elvia Bezerra: Ruazinha em Santa Teresa mudou a poesia de Manuel Bandeira✨ | literaturepoetry+3 | Elvia Bezerra | Folha de S.PauloA Trinca do Curvelo | — | Manuel BandeiraElvia Bezerra+5 | — | 46m 38s | |
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| 1/10/26 | ![]() Leonardo Avritzer: Trump e bolsonarismo sem Bolsonaro são incógnitas na eleição de 2026✨ | política brasileiraeleições 2026+5 | Leonardo Avritzer | STFEduardo Sombini+3 | VenezuelaBrasil+1 | Bolsonaroeleições 2026+5 | — | 50m 43s | |
| 12/13/25 | ![]() Gabriel Weber: Ônibus que leva a praias da zona sul do Rio costura cidade fragmentada✨ | urbanizationsocial inequality+4 | Gabriel Weber | Folha de S.Paulo474 Jacaré/Copacabana | Rio de Janeirozona sul+1 | 474 busRio de Janeiro+5 | — | 51m 35s | |
| 11/29/25 | ![]() Rosane Borges: Mulheres negras enfrentam imaginário racista e constroem novo futuro✨ | mulheres negrasracismo+4 | Rosane Borges | USPPUC São Paulo | — | mulheres negrasracismo+7 | — | 50m 21s | |
| 11/15/25 | ![]() Bel Coelho: Conhecer sabores da floresta é essencial para manter a amazônia em pé | Não existe floresta sem gente —seja porque a amazônia, longe de ser um bioma intocado, foi cultivada por povos originários ao longo de milhares de anos, seja porque extrativistas, indígenas, quilombolas, ribeirinhos e tantos outros grupos se tornaram guardiões da floresta. Essa ideia é o ponto de partida de "Floresta na Boca", livro da chef Bel Coelho sobre os sistemas alimentares da amazônia, enraizados tanto nos ingredientes da floresta quanto nas práticas das populações da região. A autora lança na COP30, em Belém, o livro e um documentário sobre a amazônia, que são resultado de duas expedições realizadas neste ano no Pará. Nesta entrevista, a chef diz que a culinária brasileira ainda é muito distante dos ingredientes da nossa biodiversidade e que o apagamento cultural de certos alimentos pode levar à sua extinção ambiental, impulsionando uma agricultura colonizada. Ela também explica por que considera a mandioca a rainha do Brasil, fala sobre os riscos da açaização da amazônia —o incentivo à monocultura do açaí devido ao aumento do seu preço nos mercados— e discute o protagonismo feminino em experiências de conservação da floresta. Por fim, Bel Coelho defende uma transformação na nossa alimentação para lidar com a crise climática, por meio do consumo de ingredientes nativos e da remuneração justa de produtores comprometidos em manter a floresta em pé. Produção e apresentação: Eduardo Sombini Edição de som: Raphael Concli See omnystudio.com/listener for privacy information. | 37m 36s | ||||||
| 11/1/25 | ![]() Reginaldo Prandi: Terreiro transbordou para a sociedade e moldou a cultura brasileira | O sociólogo Reginaldo Prandi, professor emérito da USP, é o convidado do Ilustríssima Conversa desta semana. Prandi, um dos mais importantes pesquisadores do país das religiões afro-brasileiras, está lançando "Orixás: os Deuses que Habitam em Nós", livro destinado tanto a quem acredita nessas divindades quanto a quem se interessa intelectualmente por elas. A obra reúne mitos sobre 18 orixás e explora como os deuses são cultuados no Brasil. Ao mesmo tempo, celebra os 25 anos de publicação de "Mitologia dos Orixás", best-seller e referência fundamental sobre o tema. Nesta entrevista, Prandi narra como chegou ao estudo dos orixás e dos terreiros e diz que, assim aconteceu com outras religiões, a história do candomblé foi profundamente influenciada por circunstâncias políticas e sociais do Brasil. O autor também aponta orixás que ganharam espaço nos últimos anos, por expressarem debates sobre gênero e sexualidade, por exemplo, e explica como os rituais dos terreiros transbordaram para o resto da sociedade e foram fundamentais na construção da cultura brasileira. Produção e apresentação: Eduardo Sombini Edição de som: Raphael Concli See omnystudio.com/listener for privacy information. | 54m 44s | ||||||
| 10/18/25 | ![]() Marina Rossi: Consumo atual de carne é insustentável | O Brasil tem o maior rebanho bovino comercial do mundo: são mais de 230 milhões de bois, e 44% dos animais estão nos estados da Amazônia Legal. Só o município de São Félix do Xingu, no sudeste do Pará, tem 2,5 milhões de bois, cerca de 38 cabeças de gado para cada habitante humano. O rebanho do país vem crescendo nas últimas décadas, e a pecuária é um dos principais vetores de desmatamento da amazônia —se calcula que 90% da área desmatada do bioma vira pasto. Esses são alguns dos dados reunidos pela jornalista Marina Rossi em “O Cerco”, livro recém-lançado que busca entender como a maior floresta tropical do mundo foi invadida pela pecuária e quais são as consequências ambientais e sociais desse processo. Neste episódio, Rossi lembra que a amazônia é fundamental para a viabilidade ambiental do Brasil e diz que a transformação do bioma em pasto conta, há décadas, com incentivos do Estado, seja por meio do financiamento a propriedades que desmatam, seja por falhas na fiscalização ambiental. Na entrevista, a autora também discute os desafios relacionados à redução do consumo de carne no país e defende que mudanças no comportamento dos consumidores podem ter impacto em toda a indústria. Produção e apresentação: Eduardo Sombini Edição de som: Lucas Monteiro See omnystudio.com/listener for privacy information. | 34m 38s | ||||||
| 10/4/25 | ![]() Leopold Nosek: Empreendedorismo leva pessoas a competir com o próprio relógio | A ficção pode ser a melhor forma de retratar a realidade, diz o psicanalista Leopold Nosek. Criar narrativas para dar sentido ao mundo é inevitável, ele diz, e essa é a base do que chama de método Marlow, inspirado no protagonista do romance "Coração das Trevas" e título do seu livro recém-publicado. "O Método Marlow: Ensaios Indisciplinares em Psicanálise" reúne ensaios recentes que abordam temas como os tipos de sofrimento psíquico relacionados ao espírito do tempo atual e textos que documentam a sua trajetória intelectual e clínica de décadas. Nesta entrevista, Nosek diz ver em seu consultório discursos que pouco avançam em elaborações mais abstratas, que refletem "patologias de pobreza imaginativa" –algo muito semelhante à avaliação que faz das ideologias do presente, que considera muito pouco sofisticadas. Para o autor, a subjetividade moldada por ideais como o empreendedorismo e a meritocracia faz com que os sujeitos, que se consideram seus próprios patrões, passem a competir com o próprio relógio: todos têm que ser campeões, ele diz, e, ao mesmo tempo, vivemos em um mundo cada vez mais marcado pelo medo e pela incerteza. Nosek também discutiu a atualidade da psicanálise. Para ele, não se trata de um campo anacrônico ou ultrapassado, mas de uma prática que, em vez de interpretar sonhos, pode ajudar os pacientes a construir sonhos em um mundo sombrio. Produção e apresentação: Eduardo Sombini Edição de som: Raphael Concli See omnystudio.com/listener for privacy information. | 41m 52s | ||||||
| 9/20/25 | ![]() Ernesto Mané: Fui à África para reconstruir minha identidade | O racismo é uma forma de estruturar o mundo e é integral à constituição da sociedade brasileira, diz o físico e diplomata Ernesto Mané. No seu livro de estreia, o autor registra como a discriminação racial o acompanhou em toda a sua trajetória —e se entrelaça com a história do seu pai, nascido na Guiné-Bissau, e do próprio colonialismo que se impôs sobre o país e sobre o continente africano. Mané, nascido em João Pessoa, tinha feito o doutorado em física em Manchester, no Reino Unido, e um pós-doutorado em Vancouver, no Canadá, quando embarcou para a Guiné-Bissau para conhecer o país e a família do pai, figura ausente em boa parte da sua vida. O diário que ele manteve na viagem, em 2010 e 2011, deu origem a "Antes do Início", que registra seus esforços para conhecer seu passado familiar e reconstruir sua própria identidade. Neste episódio, o convidado fala sobre o que a escrita oferece para lidar com o terreno da memória, explica por que resolveu publicar seu diário quase 15 anos depois da viagem à Guiné-Bissau e conta o que descobriu sobre o pai, morto em 2014. Produção e apresentação: Eduardo Sombini Edição de som: Raphael Concli See omnystudio.com/listener for privacy information. | 46m 40s | ||||||
| 9/18/25 | ![]() [Conteúdo Patrocinado] Podcast ‘Pra Falar de Educação’ aborda a importância de fortalecer a Educação de Jovens e Adultos | A educação é um direito garantido por lei, mas muitos brasileiros ainda não conseguem concluí-la. No país, quem tem 25 anos ou mais estudou, em média, 10,1 anos —abaixo do ciclo completo da educação básica. O abandono escolar gera grandes prejuízos, mas a Educação de Jovens e Adultos (EJA) tem mostrado caminhos para transformar histórias de vida e abrir novas perspectivas no mercado de trabalho. É o caso de César Teixeira, personagem do episódio "Educação de Jovens e Adultos: Desafios e Possibilidades", o último da série "Pra Falar de Educação". Após abandonar a escola, Teixeira retomou os estudos pela EJA do SESI-SP, conquistando o diploma, autoestima e uma nova profissão. Especialistas alertam que os impactos da pandemia, o cansaço dos estudantes e a redução de políticas públicas para a EJA dificultam a permanência e ampliam desigualdades. O episódio mostra como a retomada dos estudos pode mudar vidas, e também expõe a urgência de fortalecer a modalidade no Brasil.See omnystudio.com/listener for privacy information. | 51m 14s | ||||||
| 9/6/25 | ![]() Jamil Chade: Deportações em massa dilaceram a alma dos EUA | A deportação em massa de imigrantes, bandeira de campanha de Donald Trump que vem sendo posta em prática em seu novo mandato, espalha medo e enfraquece a economia americana. Mais que isso, diz Jamil Chade, molda um imaginário coletivo que permite que o discurso de ódio e a xenofobia irrompam nas situações mais inesperadas, dilacerando a alma do país. O recém-publicado "Tomara que Você Seja Deportado" reúne crônicas escritas entre a campanha presidencial e a metade de 2025. O jornalista se mudou para os Estados Unidos e percorreu uma dezena de estados do país, registrando as ameaças da vitória de Trump para imigrantes, indígenas e negros, entre outros grupos. Para o autor, o país e todo o Ocidente vivem uma das encruzilhadas mais dramáticas da nossa história recente e a sobrevivência da democracia depende da luta de uma geração inteira. Assim como uma condenação de Jair Bolsonaro pelo STF não deva significar o fim do bolsonarismo, ele diz, uma vitória dos democratas na próxima eleição não encerraria o movimento capitaneado por Trump. Na entrevista, o jornalista também falou sobre a debilidade da resistência da sociedade civil americana à agenda trumpista e discutiu o novo interesse pelo Brasil em Washington nos últimos meses, que ele relaciona com disputas geopolíticas com a China na América Latina e a reação do Judiciário brasileiro à trama golpista no governo Bolsonaro. Produção e apresentação: Eduardo Sombini Edição de som: Raphael Concli See omnystudio.com/listener for privacy information. | 44m 07s | ||||||
| 8/23/25 | ![]() Vera Iaconelli: Psicanálise revela que somos feitos de palavras | Ninguém precisa, necessariamente, de análise, diz Vera Iaconelli, doutora em psicologia pela USP, diretora do Instituto Gerar de Psicanálise e colunista da Folha. Se a pessoa não se reconhece como parte do sofrimento que enfrenta, deve procurar outro tipo de profissional para lidar com as suas queixas —e admitir que existe um sujeito que faz escolhas mesmo nas circunstâncias mais dramáticas é o ponto de partida da psicanálise, ela diz. Sair do lugar de vítima, Iaconelli afirma, foi parte do seu próprio processo de análise, narrado em seu novo livro. Em "Análise", as experiências no divã são entremeadas com a reforma de uma casa e as memórias da sua família, terreno em que se destacam a figura do pai, um homem violento e imprevisível que mantinha outra família, e a morte precoce de dois irmãos. Neste episódio, a autora fala sobre a diferença da oralidade e da escrita na construção das memórias e diz que só conseguiu contornar certos resíduos da análise ao escrever o livro. Iaconelli também afirma que a psicanálise não foi, ao longo da história, muito generosa com as mães e que, hoje, uma mistificação sobre a maternidade na teoria psicanalítica ainda dificulta a escuta de mulheres por seus analistas. Produção e apresentação: Eduardo Sombini Edição de som: Raphael Concli See omnystudio.com/listener for privacy information. | 42m 07s | ||||||
| 8/9/25 | ![]() Fred Coelho: Por que busca pelo passado está em alta nas artes hoje | O Ilustríssima Conversa desta semana recebe Fred Coelho, professor da PUC-Rio e autor do recém-lançado "Infraturas: Cultura e Contracultura no Brasil". O livro reúne 15 ensaios que abordam algumas das mais importantes transformações do campo das artes e da cultura do Brasil nas últimas décadas, com destaque para as experimentações e os dilemas de artistas da geração de Caetano Veloso, Gilberto Gil e Hélio Oiticica. Neste episódio, Coelho fala sobre o enfraquecimento da perspectiva de construção nacional, que dominou o debate sobre a cultura no país e perdeu espaço para lutas transnacionais, como o combate ao patriarcado e o racismo. Isso, para ele, está relacionado à força da reivindicação do passado nas artes hoje, que se sobrepõe a ações de investimento no futuro. O autor também afirma que a noção de contracultura se tornou muito mais complexa que nos anos 1960 e 1970. Em um tempo em que a ideia de cultura nacional é dominada por Deus, pátria, família e liberdade, ele diz, tudo se torna contra a cultura —mas não existe mais uma única cultura hegemônica, e sim um cenário mais pulverizado de contestações. Produção e apresentação: Eduardo Sombini e Marcos Augusto Gonçalves Edição de som: Raphael Concli See omnystudio.com/listener for privacy information. | 51m 58s | ||||||
| 8/7/25 | ![]() [Conteúdo Patrocinado] Podcast ‘Pra Falar de Educação’ aborda como a escola pode preparar os jovens para a vida e a cidadania no século 21 | Como a escola pode ajudar os jovens a fazer escolhas mais conscientes e planejadas? Essa questão ganha relevância diante de um dado alarmante: 8,9 milhões de brasileiros entre 15 e 29 anos não estudam nem trabalham, segundo a Pnad Educação 2024. No ensino médio, o abandono escolar e a distorção idade-série aumentam, evidenciando a urgência de aproximar o currículo das aspirações dos estudantes. É nesse contexto que o episódio "Projeto de Vida, as Escolhas e o Futuro dos Jovens no Brasil", terceiro da série "Pra Falar de Educação", discute como iniciativas como o Projeto de Vida e programas do Sesi-SP – Passaporte para o Futuro, Universitário e Futuro Professor – têm ampliado horizontes e fortalecido vínculos com a escola. Com a participação de especialistas e histórias inspiradoras de estudantes, o podcast traz reflexões sobre como preparar os jovens para a vida, a cidadania e o mundo do trabalho no século 21.See omnystudio.com/listener for privacy information. | 53m 41s | ||||||
| 7/26/25 | ![]() Sérgio Rodrigues: IA nos humilha na escrita, mas não vai acabar com a literatura | Escrever é difícil e é de se esperar, diz Sérgio Rodrigues, que a maioria dos humanos terceirize esse trabalho para robôs que imitam tão bem a nossa linguagem, talvez até melhor que nós mesmos. Para o escritor e colunista da Folha, a inteligência artificial inaugura uma nova era das letras, em que escrever será uma escolha, não uma habilidade cotidiana imprescindível. A literatura, por outro lado, não deve desaparecer com o avanço da tecnologia. Em "Escrever É Humano", o autor reflete sobre as especificidades do ofício e sustenta que a inteligência artificial generativa é formidável em produzir textos repetindo o que já foi escrito, mas que, devido à sua incapacidade de criar obras originais, não pode invadir o terreno da escrita literária. Na entrevista, Rodrigues afirma que a escrita literária deve se tornar um nicho ainda menor, como uma aldeia gaulesa de escrita humana cercada por todos os lados por uma paisagem textual dominada por máquinas. Produção e apresentação: Eduardo Sombini Edição de som: Raphael Concli See omnystudio.com/listener for privacy information. | 46m 23s | ||||||
| 7/12/25 | ![]() Walquiria Leão Rego: Classe média ainda tem ódio do Bolsa Família | Na serra do Cariri, nos arredores de Crato, no Ceará, uma entrevistada diz que, quando era criança, precisava roubar tempo da rotina de trabalho para poder brincar. Ela ia cuidar das cabras e aproveitava para passar uns minutos com as bonecas de sabugo, escondida dos pais. O depoimento inspirou o título do novo livro de Alessandro Pinzani, professor de filosofia da Universidade Federal de Santa Catarina, e Walquiria Leão Rego, professora titular do Departamento de Sociologia da Unicamp. O recém-lançado "Vidas Roubadas" investiga como a pobreza produz um sofrimento social profundo em milhões de pessoas no Brasil —sofrimento que, para os autores, poderia ser evitado. Na obra, os pesquisadores apresentam entrevistas com cinco mulheres e um homem cujas vidas foram marcadas pela extrema pobreza. Leão Rego, convidada deste episódio, fala sobre os achados da pesquisa de campo em regiões do país esquecidas pelo Estado, explica como o conceito de sofrimento social ajuda a pensar a pobreza no Brasil e como políticas públicas como o Bolsa Família, tema de um livro anterior dos autores, contribuíram para amenizar essa situação. Na entrevista, a socióloga também discute como a luta diária pela sobrevivência e a humilhação social que pessoas na extrema pobreza sofrem criam entraves à organização política e minam o próprio futuro da democracia brasileira. Produção e apresentação: Eduardo Sombini Edição de som: Lucas Monteiro See omnystudio.com/listener for privacy information. | 44m 06s | ||||||
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