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Entre "O Diabo Veste Prada 2" e "Divina Comédia" fazemos a nossa escolha
May 1, 2026
33m 49s
Projecto Global e FP-25: o espectador confrontado com a “ambiguidade moral”
Apr 24, 2026
42m 22s
Marilyn Monroe, 100 anos: o que procuramos nela, hoje?
Apr 17, 2026
43m 55s
"Caso 137" e "Nino": regressemos ao "french touch"
Apr 10, 2026
31m 35s
O cinema espanhol filma a intimidade e a família. O cinema português não?
Apr 3, 2026
43m 59s
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| Date | Episode | Description | Length | ||||||
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| 5/1/26 | Entre "O Diabo Veste Prada 2" e "Divina Comédia" fazemos a nossa escolha | No Escuro, connosco, é às claras: encorajamos vivamente Divina Comédia, de Ali Asgari, resistimos ao condicionamento que é a operação chamada O Diabo Veste Prada 2. Chamem-lhe resistência, chamem-lhe o que quiserem: para quê precipitarem-se por estes dias em direcção ao novo duelo entre Miranda Priestly e Andrea Sachs, já que as vossas expectativas serão derrotadas — repararão que todas as personagens estão agora à procura da sua humanidade perdida e que a boa e velha maldade foi apagada —, quando têm a possibilidade de se divertirem de forma inteligente com o absurdo do mundo? O primeiro filme já todos sabem o que é. O segundo, não: é uma comédia negra, passada em Teerão, em que um realizador, de motoreta como Nanni Moretti em Querido Diário, anda pelos círculos do Inferno a tentar que as autoridades iranianas autorizem a exibição do seu filme. Nanni é um fã, exibiu o filme na sua sala de cinema em Roma. Quem avisa, amigo é: Divina Comédia! No Escuro é um podcast com os jornalistas Alexandra Prado Coelho e Vasco Câmara, para ouvir todas as sextas-feiras no site do jornal ou na sua plataforma preferida. A música do genérico é um excerto de The Hidden Desert, gentilmente cedido pelo Rodrigo Amado Quartet (Rodrigo Amado, Joe Mcphee, Kent Kessler e Chris Corsano).See omnystudio.com/listener for privacy information. | 33m 49s | ||||||
| 4/24/26 | Projecto Global e FP-25: o espectador confrontado com a “ambiguidade moral” | Ivo M. Ferreira pegou, sem medo, num tema difícil: o terrorismo da extrema-esquerda em Portugal no início dos anos 80 e a história das FP-25. Ficcionar uma realidade para a qual o país não se tem mostrado preparado para olhar de frente é sempre um risco, mas o realizador assume-o. Ao lado dele está um conjunto de actores, com destaque para Jani Zhao, a operacional Rosa (entrevistas com ambos e com o historiador Francisco Bairrão Ruivo no Ípsilon). Neste episódio do podcast No Escuro discutimos este olhar para um fenómeno de uma história muito recente, a propósito da estreia do filme Projecto Global, e perguntamo-nos se pode haver uma glamourização da violência, não só no caso português mas noutros, das Brigadas Vermelhas em Itália aos Baader-Meinhof na Alemanha. O terreno é escorregadio, as zonas cinzentas são muitas — Ivo assume que é precisamente isso que lhe interessa, uma "ambiguidade moral" que faça justiça à complexidade. E como nos posicionamos nós, espectadores, perante isto? E das trevas da violência terrorista vamos até à luz que doura os corpos dos jovens nas praias do Sul de França com o mais recente filme de Abdellatif Kechiche, Mektoub, Meu Amor: Canto Segundo. Uma americana voraz invade este último tomo de uma triologia da qual só pudemos ver antes o Canto Primeiro. Entre sexo, sensualidade e violência, será esta também esta uma leitura possível sobre uma América que, quando Kechiche filmou, começava a revelar a sua voracidade? O que parece evidente é que o sol do Canto Primeiro já não brilha da mesma maneira e as sombras invadem este Canto Segundo. Vamos tentar perceber porquê. No Escuro é um podcast com os jornalistas Alexandra Prado Coelho e Vasco Câmara, para ouvir todas as sextas-feiras no site do jornal ou na sua plataforma preferida. A música do genérico é um excerto de The Hidden Desert, gentilmente cedido pelo Rodrigo Amado Quartet (Rodrigo Amado, Joe Mcphee, Kent Kessler e Chris Corsano). Siga o podcast No Escuro e receba cada episódio semanalmente, à sexta-feira, no Spotify, na Apple Podcasts ou noutras aplicações para podcasts. Conheça os podcasts do PÚBLICO em publico.pt/podcasts. Tem uma ideia ou sugestão? Envie um email para podcasts@publico.pt.See omnystudio.com/listener for privacy information. | 42m 22s | ||||||
| 4/17/26 | Marilyn Monroe, 100 anos: o que procuramos nela, hoje? | Quando morreu, na madrugada de 4 para 5 de Agosto de 1962, na sua vivenda de estilo mexicano de 5th Helena Drive, em Brentwood, Los Angeles, dificilmente se apostaria que a vida de Marilyn Monroe (nascida a 1 de Junho de 1926, faria cem anos daqui a dois meses) estava para durar. Reparem: o MoMA de Nova Iorque realizou uma retrospectiva em Março, abrindo o programa, Marilyn Monroe: Celluloid Dreams, com O Pecado Mora ao Lado, de Billy Wilder, realizado em 1955, ano que foi, entre todos, o mais decisivo para a imposição de Marilyn como estrela planetária. O programa contemplava na placidez do seu roteiro comemorativo de centenário, um ciclone: Mulholland Drive, de David Lynch, ou o diálogo de Marilyn com um dos grandes títulos do século XXI. É isso: ela não parou de nos falar. O que nos terá para dizer? O que continuamos hoje a procurar nela? Porquê o impulso de a resgatar, de a salvar, de provar que estava ali um dos mais luminosos, intuitivos talentos que a luz do cinema iluminou? Junho será o mês Monroe no Batalha Centro de Cinema, no Porto, no ciclo O Verão de Marilyn, com os seus clássicos. Mais do que os clássicos, a retrospectiva que decorre até 14 de Maio na Cinemateca Francesa em Paris propõe títulos mais desconhecidos, como We're Not Married, de Edmund Golding (1952), Clash by Night/Desengano, de Fritz Lang, Love Nest, de Joseph Newman (1951), ou o encontro de Monroe com os irmãos Marx, Love Happy (David Miller, 1949), ou uma interpretação de baby-sitter desequilibrada, ao lado de Richard Widmark, no huis clos Don't Bother to Knock/Os Meus Lábios Queimam (1952), de Roy Ward Baker. É este título pouco conhecido, um dos raros papéis dramáticos de uma carreira que em 1952 ainda só tacteava, que abrirá a 5 de Maio o ciclo Quem és tu Norma Jean? 100 anos de Marilyn Monroe, na Casa Comum da Universidade do Porto. While the City Sleeps, Quando a Cidade Dorme, um noir de John Huston, inaugurou, por sua vez, esta quinta-feira o ciclo da Leopardo que se desenrolará no Cinema Nimas até 13 de Maio. O mundo viu-se a (re)descobrir Marilyn Monroe. É das figuras mais perenes, duradouras, da fábrica americana chamada Hollywood. É mais respeitada, mais consensual hoje do que quando morreu no início da década de 60 — a década, repare-se, que apagou o brilho das estrelas que havia no firmamento. Foi adoptada por diferentes vagas de feminismo. Tem direito a extensa bibliografia, biográfica, ensaística, ficcional (Joyce Carol Oates fantasiou-a em Blonde) e fotográfica. Foi revisitada por grandes fotógrafos em várias "fases", tal como as de um pintor: George Barris, que a fotografou pela última vez na praia de Malibu, Richard Avedon, Bert Stern, com a esplêndida série The Last Sitting, ou, a que mais tentou resgatar a sua humanidade, o conjunto melancólico de fotos de Milton Greene. Uma das maiores fãs de Marilyn é a actriz Catherine Deneuve. Que em Maio juntar-se-á à edição francesa de um livro, Marilyn chérie (Flammarion). Texto de Deneuve, fotografias pouco conhecidas de Marilyn da autoria de um produtor e fotógrafo seu amigo, Sam Shaw, cenas de rodagem e de testes de guarda-roupa. Um excerto escrito por Deneuve, que a imprensa francesa tem reproduzido: "Perante os fotógrafos, ela era tão generosa com o seu corpo, o rosto inclinado para trás, algo de infantil também, que nada nela era indecente". É sobre a festa dos seus 100 anos este episódio de No Escuro. No Escuro é um podcast com os jornalistas Alexandra Prado Coelho e Vasco Câmara, para ouvir todas as sextas-feiras no site do jornal ou na sua plataforma preferida. A música do genérico é um excerto de The Hidden Desert, gentilmente cedido pelo Rodrigo Amado Quartet (Rodrigo Amado, Joe Mcphee, Kent Kessler e Chris Corsano).See omnystudio.com/listener for privacy information. | 43m 55s | ||||||
| 4/10/26 | "Caso 137" e "Nino": regressemos ao "french touch" | Depois do cinema espanhol, na semana passada, o cinema francês, esta semana. É mais um episódio de No Escuro. Portugal não tem tido razão de queixa dos distribuidores/exibidores independentes, que têm actualizado o mercado e os espectadores — por exemplo, nos últimos anos, as transgressões dos cineastas iranianos chegaram-nos a tempo e horas. Podemos é perguntar se os espectadores estão à altura deste esforço... Não é uma questão lateral, essa. É mesmo decisiva. Se bem que centramos a conversa, agora, na presença em sala de dois recém-premiados com os Césares da indústria francesa: Caso 137, de Dominik Moll, Nino, de Pauline Loquès. Dois retratos: de senhora, uma investigadora da polícia, interpretada por Léa Drucker, numa espécie de thriller processual, seco, despojado; de rapaz, um jovem (Théodore Pellerin) diagnosticado com um cancro, cujo comportamento a câmara observa durante um fim-de-semana antes do início do protocolo da quimioterapia: o corpo é aqui o plot. Haverá ainda memória de um tempo em que a cinematografia francesa disputava as bilheteiras, nas salas portuguesas, com o cinema americano? Que cineastas como Alain Resnais, por exemplo, eram programados em salas vocacionadas para a maioria do público burguês adulto que ia ao cinema? Lembramos isso aqui... No Escuro é um podcast com os jornalistas Alexandra Prado Coelho e Vasco Câmara, para ouvir todas as sextas-feiras no site do jornal ou na sua plataforma preferida. A música do genérico é um excerto de The Hidden Desert, gentilmente cedido pelo Rodrigo Amado Quartet (Rodrigo Amado, Joe Mcphee, Kent Kessler e Chris Corsano).See omnystudio.com/listener for privacy information. | 31m 35s | ||||||
| 4/3/26 | O cinema espanhol filma a intimidade e a família. O cinema português não? | Três títulos espanhóis que estão nas salas portuguesas — Histórias do Vale Bom, de José Luis Guerin, Os Domingos, de Alauda Ruiz de Azúa e Romaria, de Carla Simón — levam-nos a reflectir sobre os caminhos diferentes percorridos pelo cinema em Espanha e em Portugal. Se os realizadores espanhóis desde sempre estiveram nas casas e filmaram os dramas familiares, fazendo a partir deles também leituras políticas, mesmo durante o período do franquismo, os portugueses, no geral, evitaram os territórios de intimidade. Porquê? E até que ponto a ausência de uma classe média e dos seus pequenos problemas pode ajudar a explicar o tão discutido afastamento dos portugueses em relação ao cinema feito no país? A força do cinema português no período revolucionário, o fenómeno Manoel de Oliveira e a forma como ele marcou (e marca ainda) uma série de preconceitos sobre a cinematografia nacional, fazem desta um caso muito particular. De tal forma que se hoje uma nova geração faz filmes muito diferentes (do passado e entre eles), os preconceitos perduram. Espectadores novos precisam-se? Os espanhóis têm também o seu mito, Pedro Almodóvar (acaba de estrear em Espanha Amarga Navidade). É a locomotiva que puxa pelas carruagens. Mas as três obras que podem ser vistas agora em Portugal nada devem ao universo almodovariano. Histórias do Vale Bom mergulha na complexa realidade de um bairro na periferia de Barcelona, entre o mundo urbano e o rural, com os seus habitantes antigos e os que chegaram mais recentemente, com línguas e culturas diferentes; Os Domingos apresenta-nos Ainara, uma jovem que quer ser freira e enfrenta a oposição da família; e em Romaria seguimos outra jovem que viaja até Vigo em busca das histórias dos seus pais, toxicodependentes e vítimas de sida, e confronta-se com uma família a lidar com os seus próprios fantasmas. No Escuro é um podcast com os jornalistas Alexandra Prado Coelho e Vasco Câmara, para ouvir todas as sextas-feiras no site do jornal ou na sua plataforma preferida. A música do genérico é um excerto de The Hidden Desert, gentilmente cedido pelo Rodrigo Amado Quartet (Rodrigo Amado, Joe Mcphee, Kent Kessler e Chris Corsano).See omnystudio.com/listener for privacy information. | 43m 59s | ||||||
| 3/27/26 | O magnetismo de Ana Vilaça, "Entroncamento": de onde vem a força de uma actriz? | Em By Flávio, curta-metragem de 2022 dirigida por Pedro Cabeleira, espampanante de recorte e de imponência hiper-realistas, na pretendente a influencer interpretada por Ana Vilaça a actriz ameaçava-nos já com o seu talento: afrontosamente brilhante, não necessariamente narcisista, ao serviço de uma desesperada. Em Entroncamento, a segunda longa do realizador, desde esta quinta-feira em 28 salas do país, acontece algo do domínio da superação. Nela e no filme. Sobre Ana: é poderosa e esfuziante. A actriz tem 34 anos. Diz-se detentora de um sentimento de não pertença, a lugar nenhum, e verteu isso para a personagem de Laura. Que é um dos statements políticos femininos mais vibrantes do recente cinema português, como Cleo Diára em O Riso e a Faca (Pedro Pinho, 2005). Por causa disto: Laura — a única personagem do filme que é totalmente de ficção, sem correspondência na realidade que Pedro Cabeleira conheceu na cidade da sua infância — passa por Entroncamento e leva com ela debaixo do braço um pedaço grande do filme; isto porque Ana entrou na dinâmica e na mente dos argumentistas e do seu fascínio, masculino, pela mitologia dos fora-da-lei, dos pequenos gangsters. Laura vem de fora e subverte um mundo de construções misóginas e racistas. Pertencer-lhe-á o último golpe. Neste episódio de No Escuro sabemos algo mais de Ana. Falamos sobre o que é isso do magnetismo; sobre a raiva e sobre o talento. No Escuro é um podcast com os jornalistas Alexandra Prado Coelho e Vasco Câmara, para ouvir todas as sextas-feiras no site do jornal ou na sua plataforma preferida. A música do genérico é um excerto de The Hidden Desert, gentilmente cedido pelo Rodrigo Amado Quartet (Rodrigo Amado, Joe Mcphee, Kent Kessler e Chris Corsano).See omnystudio.com/listener for privacy information. | 47m 33s | ||||||
| 3/20/26 | Leni Riefenstahl e a estética nazi: estes filmes ainda são perigosos? | No ano, 1993, em que chegou ao mercado literário americano e ao seu top de vendas Leni Riefenstahl: A Memoir, uma autobiografia daquela que fora a cineasta do III Reich, o realizador alemão Ray Müller fazia sair The Wonderful, Horrible Life of Leni Riefenstahl. Confrontava, e era mesmo um corpo a corpo entre Ray e Leni, aquela que, desnazificada em 1949 pelos tribunais do pós-guerra que não deram como provada a ligação entre os seus filmes de propaganda — Triunfo da Vontade (1935), sobre o congresso do Partido Nazi em Nuremberga, um ano antes, e Olympia (1938), sobre os Jogos Olímpicos de Verão, em Berlim 1936, estreado no dia do aniversário do Führer —, mantinha que fora apenas uma simpatizante, fascinada pela aura “electrizante” de Hitler, mas nada mais; tudo o resto ela dizia desconhecer, dos “campos de concentração” nem ouvira falar. Em suma, era uma “artista” das formas, e da “política” era uma naïve. Riefenstahl fez a travessia dos talk shows televisivos alemães e norte-americanos ao longo dos anos 70 e 80, onde era promovida a celebridade, e continuou a tentar reescrever a sua história. Não filmou mais, fotografou os Nuba do Sudão, e aos 101 anos, quando morreu, em 2003, fora admirada por gente como Pauline Kael, Richard Corliss, críticos, Andy Warhol ou Quentin Tarantino. O documentário que chega esta semana às salas portuguesas, Riefenstahl, de Andres Veiel, aparece 30 anos depois de The Wonderful, Horrible Life of Leni Riefenstahl mas cita-o e faz-se memória do gesto delineado antes dele pelo filme de Ray Müller e que tem de ser renovado. Combate não para acabar com os combates anteriores, mas, meticuloso, para se colocar na mesma linha e para permitir que se continue a combater. Veiel questionou o arquivo de imagens e de sons de Leni a que teve acesso e que lhe pareceu organizado como se houvesse coisas que deviam ser lembradas e coisas que deviam ser esquecidas. É com essa urgência também das coisas que hoje não podem ser esquecidas que se encara a exibição, em contexto à estreia de Riefenstahl, e em sessões especiais a realizar no cinema Ideal, em Lisboa, de Olympia, sábado às 11h e às 14h, primeira e segunda partes, respectivamente, e de Triunfo da Vontade, 11h de domingo. A seguir à sessão das 16h do documentário de Veiel, o podcast No Escuro estará no Ideal para um debate. Começamo-lo já aqui. Neste episódio. Falando com Pedro Borges, da Midas Filmes, que lança o filme e o programa. No Escuro é um podcast com os jornalistas Alexandra Prado Coelho e Vasco Câmara, para ouvir todas as sextas-feiras no site do jornal ou na sua plataforma preferida. A música do genérico é um excerto de The Hidden Desert, gentilmente cedido pelo Rodrigo Amado Quartet (Rodrigo Amado, Joe Mcphee, Kent Kessler e Chris Corsano).See omnystudio.com/listener for privacy information. | 40m 30s | ||||||
| 3/13/26 | Os nossos Óscares; e "O Estrangeiro" de Camus que chega às salas: como olhá-lo? | Batalha atrás de Batalha ou Pecadores? Paul Thomas Anderson ou Ryan Coogler? E o que fazer a Marty Supreme? Cedo ainda demais para Josh Safdie? E será Timothée Chalamet o seu pior inimigo nesta competição? Dizer mal dos Óscares mas não parar de falar deles... é o ritual. Quanto a nós, No Escuro, achamos que os prémios americanos são uma interessante maneira de falarmos de nós, espectadores. Devidamente contextualizados, são bem reveladores do nosso tempo. Dizem mais sobre quem os dá do que sobre quem os recebe. É por isso, também, que nos interessa a forma como François Ozon olhou para o romance que Albert Camus publicou em 1942, O Estrangeiro, e que desde então permanece opaco, misterioso, ambivalente. Uma emanação da França colonial — o livro passa-se na Argélia colonizada — ou um exercício sobre o absurdo, sobre um alienado, Meursault, condenado à morte porque não chorou no funeral da mãe, não porque matou "um árabe". Ozon lê o livro a partir de 2025, usando a história do cinema francês, a literatura e até a música — The Cure estrearam-se no pós-punk com Killing an Arab, resultado das leituras de Robert Smith — como instrumentos para chegar mais perto de Meursault; para perceber o que nos diz o seu reflexo no espelho. Vamos libertar o cinema. Vamos tentar entender o mundo através dos filmes. Vamos falar de cinema? Sim, e vamos falar de outras coisas também. No Escuro é um podcast com os jornalistas Alexandra Prado Coelho e Vasco Câmara, para ouvir todas as sextas-feiras no site do jornal ou na sua plataforma preferida. A música do genérico é um excerto de The Hidden Desert, gentilmente cedido pelo Rodrigo Amado Quartet (Rodrigo Amado, Joe Mcphee, Kent Kessler e Chris Corsano).See omnystudio.com/listener for privacy information. | 46m 30s | ||||||
| 3/6/26 | "Mr. Nobody contra Putin", "A Noiva", e "Blue Moon": retratos de dissidentes | Pavel "Pasha" Talankin é um herói solitário no documentário que está na corrida aos Óscares Mr. Nobody contra Putin. Não é uma personagem de ficção, é um professor de uma escola em Karabach, Rússia, que tem nas mãos uma arma poderosa: uma câmara de vídeo. De observador passa a realizador e a denunciante. O que as suas imagens mostram é como a máquina de propaganda criada pelo Governo está a fazer o seu caminho nas escolas, entre as crianças. Há mercenários do Grupo Wagner a fazerem uma sessão sobre armas; há concursos de lançamento de granadas, jovens chamados para a guerra. Uma sociedade vai mergulhando no medo e no silêncio. O norte-americano David Borenstein, noutra parte do mundo, que vai tendo acesso ao material, encaminha o olhar do russo e dos dois tornam-se co-realizadores. Mas é o olhar de Pasha, complexo, entre aquilo que ama profundamente e aquilo que rejeita ainda mais visceralmente, que faz a força deste filme. Fala-se da Rússia, também no cinema: O Mago do Kremlin, de Olivier Assayas, a estrear na próxima semana, é um retrato do país desde os anos loucos de Ieltsin até ao reinado de Putin, adaptando o livro do italiano Giuliano da Empoli. Com Jude Law a encarnar o Presidente russo, é um filme mais didáctico e cerebral - e, por isso, menos interessante que Mr. Nobody, que valeu a Pavel Talankin o exílio. São também dissidentes, construtores dos seus mundos à parte, as personagens de A Noiva, segunda longa-metragem de Maggie Gyllenhall, e de Blue Moon, de Richard Linklater. Também acha que Joker: Loucura a Dois, na sua aliança entre o insano e o radioso, é um filme que ficou por cumprir? A Noiva é mais bem sucedido como objecto malsão. E confirma Gyllenhall, depois de A Filha Perdida, como cineasta a seguir. Já Blue Moon transporta-nos para um dia difícil na vida de Lorenz Hart, autor, em dupla com Richard Rodgers, de canções como Blue Moon, My Funny Valentine e The Lady is a Tramp. É um filme de teatro e de palavras, que mostra como é doloroso um artista desencontrar-se do tempo em que vive. Ethan Hawke é um extraordinário Lorenz Hart, devastado na noite de estreia do espectáculo Oklahoma!, um enorme sucesso assinado por Rodgers e o seu novo autor, Oscar Hammerstein. Vamos libertar o cinema. Vamos tentar entender o mundo através dos filmes. Vamos falar de cinema? Sim, e vamos falar de outras coisas também. No Escuro é um podcast com os jornalistas Alexandra Prado Coelho e Vasco Câmara, para ouvir todas as sextas-feiras no site do jornal ou na sua plataforma preferida. A música do genérico é um excerto de The Hidden Desert, gentilmente cedido pelo Rodrigo Amado Quartet (Rodrigo Amado, Joe Mcphee, Kent Kessler e Chris Corsano).See omnystudio.com/listener for privacy information. | 35m 23s | ||||||
| 2/27/26 | Balane 3 e Ico Costa: falamos sobre sexo em Moçambique (e tiramos o elefante da sala) | Tem sido pouco mais do que confidencial o impacto causado pelas curtas e longas-metragens do cineasta português Ico Costa. Injusto porque todas elas amorosamente levitam no contacto com um espaço eleito e com as pessoas que nele habitam: a península que coloca a cidade de Inhambane a acenar para a cidade que está em frente, Maxixe; como Lisboa faz a Almada. É a costa ocidental de África, é o sul de Moçambique. Com um lirismo contido, com empatia para com personagens que se expõem com uma frontalidade tal que o resultado, a intimidade, qualquer cineasta invejará. Passando constantemente do documental para a ficção, eis conversas sobre a vida sexual dos moçambicanos. Pedimos contexto — e damos algum, neste podcast. Queremos programação na Cinemateca; até nos atrevemos a desejar por uma caixa de DVD. Tudo para colocar no mapa as curtas deste realizador e as longas O Ouro e o Mundo (2024), Balane 3 (2025), que esta semana chega às salas, e a primeira longa, Alva, (2020), a única filmada em Portugal. Há, neste percurso, flutuações entre zonas de luz e zonas de sombra e mesmo de escuridão. Alguns filmes são sobre aquilo que Ico Costa sente sobre Moçambique: a alegria, a necessidade de futuro, a dança e o sexo, a juventude. Outros são sobre aquilo que o cineasta sabe: a ditadura do partido único, a corrupção, o horizonte interceptado. Mas vence em todos a ideia de que se as imagens sobre o país, quando as há, falam sempre da miséria e da pobreza, Moçambique é muito para além disso. Balane 3 só chega agora às salas portuguesas, de forma discreta, como que a pedir que não se repare nele, porque em Abril do ano passado foi cancelado, juntamente com o seu realizador. A direcção do festival IndieLisboa, em vésperas do início da sua 22.ª edição, que aconteceria em Maio, retirava o filme da programação após uma denúncia de alegada violência cometida por Ico Costa sobre uma suposta denunciante que num email enviado à imprensa assinava como “Joana Sousa Silva”. Esse gesto teve o efeito de uma condenação — fora do sistema judicial. Quase um ano depois, nem a dúvida se sanou nem a vítima, "Joana Sousa Silva", foi identificada. Ico Costa, que negou as acusações, apresentou uma queixa-crime para que o Ministério Público investigue e responsabilize a verdadeira pessoa por trás do mail “anónimo” e de “identidade falsa”. O PÚBLICO sabe que uma pessoa do sexo masculino está sob investigação. Temos agora um filme. O que fazemos com ele? No Escuro é um podcast com os jornalistas Alexandra Prado Coelho e Vasco Câmara, para ouvir todas as sextas-feiras no site do jornal ou na sua plataforma preferida. A música do genérico é um excerto de The Hidden Desert, gentilmente cedido pelo Rodrigo Amado Quartet (Rodrigo Amado, Joe Mcphee, Kent Kessler e Chris Corsano). Vamos libertar o cinema. Vamos tentar entender o mundo através dos filmes. Vamos falar de cinema? Sim, e vamos falar de outras coisas também.See omnystudio.com/listener for privacy information. | 34m 25s | ||||||
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| 2/20/26 | Wim Wenders encostado à parede: “diz alguma coisa política!” | “Temos de nos manter fora da política, porque se fizermos filmes políticos então entramos no campo da política. Mas [o cinema é] o contrapeso da política, o contrário da política. O nosso é o trabalho do povo, não é o dos políticos.” A frase do realizador alemão Wim Wenders, na conferência de imprensa do Festival de Berlim há uma semana, onde preside ao júri da competição, fez explodir uma polémica. Surgiram graffiti nas paredes a acusá-lo de cobardia. A discussão sobre se o cinema deve ou não ser político esconde, na verdade, uma outra: devem os membros do júri da Berlinale tomar posição em relação ao que se passa na Palestina perante o silêncio do festival que é financiado pelo Governo da Alemanha que apoia Israel? É legítimo "encostá-los à parede"? Ou será que Wenders, cineasta da geração do Novo Cinema Alemão, questionador do "milagre económico alemão" construído sobre a amnésia, sobre a rasura da memória do nazismo, quis dizer outra coisa e de forma mais subtil, com aquele "o cinema é o contrapeso da política", que é um statement de consequências políticas, limitando-se a ser fiel a si mesmo e a uma forma de estar no mundo que os seus filmes revelam? É preciso olhar para o seu cinema para entender a sua frase e colocá-la num contexto mais profundo — algo a que as conferências de imprensa de hoje em festivais, presas ao impacto dos títulos nas redes sociais, tendem a escapar. Mas há outra coisa: tem havido sempre uma relação esquizofrénica a propósito da relação do cinema com a política ou, dito de outra forma, com a política dentro do cinema. Não é recorrente ler-se ou ouvir-se que um palmarés de um festival foi "político", declaração essa que aponta para uma menorização? Onde ficamos então? Veja-se: um dos filmes que segue a caminho dos Óscares, Foi Só Um Acidente, do realizador iraniano Jafar Panahi, recebeu a Palma de Ouro de Cannes em 2025 e também ele não se livrou logo na altura de um olhar de desconfiança: "foi um prémio político"; "se não fosse iraniano, seria considerado banal". Voltamos por isso ao filme de Panahi, uma das estreias do final do ano passado. É uma obra que coloca o Irão perante o que será um dilema depois de o regime cair: o que farão as vítimas de hoje quando tiverem oportunidade de se vingar dos seus carrascos? É uma questão moral, tanto mais actual quanto a pressão dos Estados Unidos sobre o país dos ayatollahs está a aumentar. Depois dos mais recentes protestos na República Islâmica, e da violenta repressão como resposta, Jafar Panahi, actualmente fora do país, na campanha para os prémios da Academia de Hollywood, tem dito em entrevistas que regressará a casa; mesmo que o preço a pagar seja ser preso (novamente). Sim, o cinema é político. O de Panahi certamente, mas o de Wenders também, de outra forma. Algo diferente é fazer política. É isso que discutimos neste episódio de No Escuro. No Escuro é um podcast com os jornalistas Alexandra Prado Coelho e Vasco Câmara, para ouvir todas as sextas-feiras no site do jornal ou na sua plataforma preferida. A música do genérico é um excerto de The Hidden Desert, gentilmente cedido pelo Rodrigo Amado Quartet (Rodrigo Amado, Joe Mcphee, Kent Kessler e Chris Corsano). Vamos libertar o cinema. Vamos tentar entender o mundo através dos filmes. Vamos falar de cinema? Sim, e vamos falar de outras coisas também.See omnystudio.com/listener for privacy information. | 48m 36s | ||||||
| 2/13/26 | "A Voz de Hind Rajab": de Gaza a Auschwitz, o que pode um filme mostrar? | Como documento enxertado num filme de reconstituição, a realizadora tunisina Kaouther Ben Hania utilizou a voz de uma criança palestiniana no momento em que ela pediu ajuda antes de ser abatida pelas forças israelitas. Hind Rajab, 6 anos, fugia de carro com a família do Norte de Gaza — estávamos a 29 de Janeiro de 2024 — quando o grupo foi surpreendido por um tanque. Os disparos mataram as seis pessoas que iam na viatura, e isso incluía os tios e os primos da criança, mas durante três horas houve contacto telefónico entre Hind Rajab, que inicialmente sobrevivera, com o ramo palestiniano da associação humanitária Crescente Vermelho, em Ramallah. Esforçavam-se por manter Hind Rajab calma e viva. Até finalmente se ouvir uma explosão e ela deixar de responder. Eram 19h. Os dois paramédicos, enviados com uma ambulância para socorrer a criança, foram também mortos. A câmara de Kaouther Ben Hania está colocada no cenário que reconstitui as instalações do Crescente Vermelho; actores interpretam os voluntários que atenderam a chamada de Hind Rajab. Mas a voz que os actores ouviram no set era a verdadeira voz da criança; o ficheiro com o som tinha sido partilhado enquanto tudo decorria nesse 29 de Janeiro de 2024 para tentar impedir a consumação da tragédia. A Voz de Hind Rajab, Grande Prémio do Júri em Veneza 2025, recepção tão apoteótica quanto céptica no festival, atravessa uma fronteira moral, mistura o que não deve ser misturado, o jogo da ficção com o irremediável da realidade, a vida e a morte? É uma das questões que marca este episódio de No Escuro. O que nos levou a meter na conversa outras obras igualmente reveladoras do poder do cinema e da sua violência, como Com a Alma na Mão Caminha, de Sepideh Farsi, e No Other Land, realizada por um quarteto israelo-palestiniano liderado por Basel Adra (palestiniano) e Yuval Abraham (israelita), títulos estreados o ano passado, este último até oscarizado, mas também um filme de 2015, O Filho de Saul, do húngaro Lazlo Nemes, em que o cinema vai a Auschwitz, que reactivou os dogmas sobre os limites da figuração do Holocausto. No Escuro é um podcast com os jornalistas Alexandra Prado Coelho e Vasco Câmara, para ouvir todas as sextas-feiras no site do jornal ou na sua plataforma preferida. A música do genérico é um excerto de The Hidden Desert, gentilmente cedido pelo Rodrigo Amado Quartet (Rodrigo Amado, Joe Mcphee, Kent Kessler e Chris Corsano). Vamos libertar o cinema. Vamos tentar entender o mundo através dos filmes. Vamos falar de cinema? Sim, e vamos falar de outras coisas também.See omnystudio.com/listener for privacy information. | 41m 25s | ||||||
| 2/6/26 | Como Ingmar Bergman nos leva de "Valor Sentimental" a João Canijo | Uma estreia, uma memória, um desaparecimento — tragicamente, e misteriosamente, ligados neste episódio. Valor Sentimental, do norueguês Joachin Trier, que chegou às salas portuguesas, é o "filme europeu do ano", segundo os prémios da Academia Europeia de Cinema. Chegará aos Óscares com nove nomeações. Valor simbólico, tem-no: com o seu arcaboiço memorialista, pendor reflexivo sobre o cinema, encarrega-se de personagens e temas que o cinema europeu em tempos fez seus até com vantagem sobre o cinema norte-americano — Ingmar Bergman, evidentemente... Foi numa época em que os filmes eram operações de prestígio visitadas por um público adulto, ardente e (mais) temerário. Para resumir: os grandes planos dos rostos, aqui de Stellan Skarsgaard, Renate Reinsve e Inga Ibsdotter Lilleaas, premiados e nomeados a prémios, voltam a ser eleitos, reeleitos, pelo ecrã. "Quando as pessoas dizem 'isto lembra-me Persona', 'isto lembra-me Fanny e Alexander'" — isto é, quis dizer Joachin Trier na entrevista que deu ao Ípsilon, quando as pessoas dizem que Valor Sentimental lhes lembra Bergman — "tomo isso como um elogio. Não quis roubar, não quis imitar, mas falemos disso então. Até porque na Noruega há muitos jovens que nunca ouviram falar de Ingmar Bergman. Que sortudo sou por ele ter existido. Bergman foi muito importante para Woody Allen. E a forma como Woody Allen lidou com essa presença, em filmes de uma enorme profundidade, é muito importante para mim". Falamos, então, de Ingmar Bergman neste episódio. De Sonata de Outono (1978), o título que juntou na Noruega os dois Bergman mais famosos da Suécia, Ingmar e Ingrid. História também, como em Valor Sentimental, do sentimento de abandono de uma filha. Mas vejam só: Sonata de Outono era um filme de cabeceira de João Canijo, que o terá inspirado para o díptico Mal Viver/Viver Mal. Canijo: o realizador português que desapareceu, aos 68 anos, a semana passada; Canijo: o cineasta português contemporâneo que foi colocado ou se colocou mais à margem — sendo o seu cinema vocacionado esplendidamente para o centro; o mais incompreendido, nunca hesitou em incomodar. Uma hipótese para esta relação complexa: ao contrário da era em que Bergman se tornou um cineasta do mainstream, o espectador de hoje vai em busca de epifanias e tem medo de se magoar. Oiça a conversa em No Escuro. É um podcast com os jornalistas Alexandra Prado Coelho e Vasco Câmara, para ouvir todas as sextas-feiras no site do jornal ou na sua plataforma preferida. A música do genérico é um excerto de The Hidden Desert, gentilmente cedido pelo Rodrigo Amado Quartet (Rodrigo Amado, Joe Mcphee, Kent Kessler e Chris Corsano). Vamos libertar o cinema. Vamos tentar entender o mundo através dos filmes. Vamos falar de cinema? Sim, e vamos falar de outras coisas também.See omnystudio.com/listener for privacy information. | 50m 46s | ||||||
| 1/30/26 | Lembrar ou esquecer as ditaduras: O Agente Secreto visto com José Miguel Wisnik | Por estes dias, e até à noite de Hollywood, a 15 de Março, os Óscares serão também o sítio das cores verde e amarelo. Por causa de O Agente Secreto. Já começou a guerrilha brasileira na internet. "The Oscar without brazilians is just plain boring?". Pode ser. Mas que não seja só um exotismo. Para já, teremos de agradecer aos fãs brasileiros o facto de, com as batalhas travadas no ano passado, o ano de Ainda Estou Aqui, a cerimónia da Academia de Hollywood se ter tornado verdadeiramente global. É a altura, em suma, de regressarmos a O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho, nomeado em quatro categorias, entre elas a de melhor filme, melhor filme internacional e melhor actor (Wagner Moura), que continua em exibição nas salas portuguesas, a chegar aos 70 mil espectadores. Nesta viagem — pelo Brasil da ditadura e do apagamento da memória, mas também pelo país do carnaval e da libertação e da inversão das regras, o Brasil da grande promessa — acompanha-nos José Miguel Wisnik, curador da exposição Complexo Brasil, na Gulbenkian, e ele próprio um cinéfilo, que coloca Brasil e Portugal a olharem-se olhos nos olhos. Como de resto o filme de Kleber, que também é um filme actual para os portugueses. Oiçam esta conversa. No Escuro é um podcast com os jornalistas Alexandra Prado Coelho e Vasco Câmara, para ouvir todas as sextas-feiras no site do jornal ou na sua plataforma preferida. A música do genérico é um excerto de The Hidden Desert, gentilmente cedido pelo Rodrigo Amado Quartet (Rodrigo Amado, Joe Mcphee, Kent Kessler e Chris Corsano). Vamos libertar o cinema. Vamos tentar entender o mundo através dos filmes. Vamos falar de cinema? Sim, e vamos falar de outras coisas também.See omnystudio.com/listener for privacy information. | 43m 05s | ||||||
| 1/23/26 | Qual é o filme mais político, "Batalha atrás de Batalha" ou "Orwell 2+2=5"? | Estamos No Escuro. Vamos falar de cinema, de realizadores e de actores, de cidades e de política; de poder e de democracia, dos que são livres e dos que foram subjugados, da realidade e dos nossos fantasmas. Neste primeiro episódio de um novo podcast do PÚBLICO, discutimos as nomeações para os Óscares – que filmes se destacam nesta época de prémios, que peso têm as campanhas de promoção, e o que é que as escolhas revelam sobre a forma como se está a olhar a produção do último ano. Como se previa, Batalha Atrás de Batalha, de Paul Thomas Anderson, teve muitas nomeações (13) mas mesmo assim foi ultrapassado por Pecadores, de Ryan Coogler, com 16, um recorde de sempre. E O Agente Secreto, no meio de tudo isto? O rufar dos tambores no Brasil já ecoa pelo mundo. Falamos também da estreia da semana, Orwell 2+2=5, o documentário do cineasta haitiano Raoul Peck – um filme profundamente político para arrancar um ano que ainda agora começou mas que já pede, com urgência, filmes como este. Que nos despertem. Será que, à nossa volta, tudo é Orwell (outra vez)? No Escuro é um podcast com os jornalistas Alexandra Prado Coelho e Vasco Câmara, para ouvir todas as sextas-feiras no site do jornal ou na sua plataforma preferida. A música do genérico é um excerto de The Hidden Desert, gentilmente cedido pelo Rodrigo Amado Quartet (Rodrigo Amado, Joe Mcphee, Kent Kessler e Chris Corsano). Vamos libertar o cinema. Vamos tentar entender o mundo através dos filmes Vamos falar de cinema? Sim, e vamos falar de outras coisas também.See omnystudio.com/listener for privacy information. | 43m 50s | ||||||
| 1/21/26 | No escuro: para falar de cinema e de outras coisas também | Vamos falar de cinema e de outras coisas também. Para entender o mundo através dos filmes, com Alexandra Prado Coelho e Vasco Câmara. See omnystudio.com/listener for privacy information. | 1m 13s | ||||||
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