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Recent episodes
O palácio de Baal, o furor de Anat e o gênero feminino
Apr 8, 2026
8m 12s
A fascinante teogonia hurrito-hitita
Mar 13, 2026
6m 59s
Teshub e o sincretismo religioso da Ásia menor
Mar 11, 2026
8m 01s
O mito de Tiamate
Mar 6, 2026
9m 43s
A Esperança no Oriente Médio e o Herói Fracassado
Mar 4, 2026
3m 30s
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| Date | Episode | Topics | Guests | Brands | Places | Keywords | Sponsor | Length | |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| 4/8/26 | ![]() O palácio de Baal, o furor de Anat e o gênero feminino✨ | mito de AnatBaal+4 | — | — | — | Mircea EliadeDurga+4 | — | 8m 12s | |
| 3/13/26 | ![]() A fascinante teogonia hurrito-hitita✨ | teogonia hurrito-hititamitologia+4 | — | — | — | AlaluAnu+3 | — | 6m 59s | |
| 3/11/26 | ![]() Teshub e o sincretismo religioso da Ásia menor✨ | sincretismo religiosoTeshub+3 | — | — | MesopotâmiaAleppo | deus da tempestadeKumarbi+3 | — | 8m 01s | |
| 3/6/26 | ![]() O mito de Tiamate✨ | mito de TiamateEnuma Elis+4 | — | — | — | TiamatMarduque+3 | — | 9m 43s | |
| 3/4/26 | ![]() A Esperança no Oriente Médio e o Herói Fracassado✨ | Oriente Médiofé+3 | — | Eclesiastes Babilônico | Europa | Eclesiastes BabilônicoDiálogo sobre a miséria humana+3 | — | 3m 30s | |
| 2/27/26 | ![]() Oração aos deuses desconhecidos✨ | religionspirituality+1 | — | — | — | prayerunknown gods+1 | — | 3m 30s | |
| 2/25/26 | ![]() Todos os Homens do Presidente (1976) e o Jornalismo✨ | jornalismocinema político+4 | — | All the President's Men | — | All the President's MenAlan J. Pakula+3 | — | 6m 53s | |
| 2/20/26 | ![]() Marebito (Takashi Shimizu, 2004): O Abismo Sob Tóquio e a Loucura Lovecraftiana no J-Horror✨ | J-Horrorparanoia urbana+3 | — | Serial Experiments LainAt the Mountains of Madness | — | Takashi ShimizuChiaki J. Konaka+3 | — | 37m 36s | |
| 2/11/26 | ![]() São Manuel Bueno, Mártir (Miguel de Unamuno) e a confusão entre ausência de fé e a crença na descrença✨ | fédúvida+3 | — | — | — | Miguel de UnamunoSão Manuel Bueno, Mártir+3 | — | 9m 56s | |
| 1/30/26 | ![]() Do Princípio Antrópico à Tecnoantropia: o Universo Precisava de Nós para Criar as Máquinas?✨ | Princípio AntrópicoTecnoantropia+3 | — | — | Terra | universovida consciente+4 | — | 10m 00s | |
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| 1/28/26 | ![]() Como ler e superar Nick Land | Neste episódio, exploramos as bases metafísicas do aceleracionismo e os limites das críticas materialistas, mergulhando na obra de Nick Land, um dos filósofos mais controversos surgidos na cena teórica britânica dos anos 1990. Para Land, o capitalismo não é apenas um sistema econômico, mas um organismo cibernético e autônomo, um verdadeiro “deus mecânico” que evolui, se adapta e absorve qualquer tentativa de resistência.Discutimos como suas ideias desafiam críticas marxistas e anarquistas, mostrando que toda oposição materialista é rapidamente cooptada pelo próprio sistema. E mais: exploramos a saída proposta por Land — uma transcendência que não é utopia nem nostalgia, mas um excesso que precede e escapa ao capital-Demiurgo.Se você quer entender por que o capitalismo pode parecer invencível, por que as críticas tradicionais falham e quais horizontes de pensamento permanecem fora do alcance do sistema, este episódio é para você. Uma conversa que atravessa filosofia, cibernética, realismo capitalista e gnosticismo invertido, provocando reflexões sobre o futuro da política, da economia e da própria inteligência humana. | — | ||||||
| 1/23/26 | ![]() A Inteligência Artificial no Kali Yuga | Como os modelos de IA entram em um ciclo de autofagia, repetição e esquecimento — e por que apenas a experiência humana pode reinseri-los no Samsara e impedir seu colapso definitivo.Veja mais aqui:https://tavernadolugarnenhum.com.br/tecnologia/a-inteligencia-artificial-no-kali-yuga/ | — | ||||||
| 1/21/26 | ![]() “O Mártir”, de Ryūnosuke Akutagawa | Neste episódio, analisamos “O Mártir” (奉教人の死), conto de Ryūnosuke Akutagawa publicado em 1918, em que fé, corpo e beleza se articulam de forma contida e ambígua. A narrativa acompanha Lorenzo, um jovem devoto acolhido por missionários jesuítas em Nagasaki, cuja pureza aparente desperta admiração, afetos silenciosos e, mais tarde, suspeita e exclusão.O podcast investiga como a devoção cristã, em Akutagawa, não elimina o corpo, mas intensifica suas tensões, deslocando o erotismo para um campo espiritualizado. A revelação final reorganiza toda a leitura do conto, revelando uma fé vivida sob disfarce, marcada por sacrifício, silêncio e ambiguidade.Uma reflexão sobre santidade, aparência e martírio, situada entre a tradição cristã e a sensibilidade japonesa, sem soluções fáceis ou interpretações unívocas. | — | ||||||
| 1/14/26 | ![]() Dentro de um Bosque (Ryūnosuke Akutagawa) | Neste episódio, analisamos o conto Dentro de um Bosque (Yabu no Naka, 1921), de Ryūnosuke Akutagawa, uma das narrativas mais perturbadoras e decisivas da literatura japonesa moderna. A partir da estrutura fragmentada do relato e de seus múltiplos depoimentos inconciliáveis, exploramos como o conto transforma uma investigação criminal em uma reflexão profunda sobre verdade, percepção e condição humana.Mais do que um simples exercício de relativismo narrativo, Dentro de um Bosque propõe uma experiência existencial marcada por princípios centrais do budismo, como impermanência, ilusão e origem dependente. Cada versão dos acontecimentos revela menos sobre o crime em si e mais sobre os desejos, medos, vaidades e vergonhas de quem narra.O episódio também aborda a relação entre o conto e sua adaptação cinematográfica por Akira Kurosawa em Rashomon (1950), discutindo como o chamado “Efeito Rashomon” nasce, em Akutagawa, não apenas como um problema epistemológico, mas como uma inquietação ética e espiritual.Este é um episódio sobre os limites da linguagem, a impossibilidade de um ponto de vista absoluto e a aceitação da contradição como parte inevitável da experiência humana. O bosque, aqui, não é apenas o cenário de um crime, mas a metáfora de uma mente turva, onde a verdade existe, mas jamais se apresenta inteira. | — | ||||||
| 1/9/26 | ![]() Memorando Ryôsai Ogata | Neste episódio, acompanhamos Memorando Ryôsai Ogata, um dos mais inquietantes contos kirishitanmono de Akutagawa Ryūnosuke, ambientado no Japão do período de perseguições ao cristianismo. A história se apresenta como um relato administrativo, frio e racional, no qual um médico de vila descreve um caso que escapa a qualquer classificação moral simples.Quando uma viúva cristã recorre ao único médico da região para salvar a vida da filha, a medicina se submete à política e a fé se torna moeda de troca. O gesto aparentemente banal de pisar em um fumi-e revela o funcionamento de uma repressão institucionalizada, onde ninguém se percebe como vilão e a crueldade se confunde com dever cívico.O episódio investiga o choque entre fé, burocracia e poder, culminando em um acontecimento extraordinário que, longe de reconciliar crenças, apenas intensifica sua incompatibilidade. Aqui, o milagre não redime, não converte e não restaura a ordem. Ele expõe suas fraturas.Uma reflexão sobre obediência, sacrifício e os limites da razão administrativa diante do que não pode ser arquivado. | — | ||||||
| 1/7/26 | ![]() Rashomon e o mal sem redenção | Neste episódio, atravessamos Rashōmon, conto de Ryūnosuke Akutagawa ambientado no final do período Heian, quando a capital japonesa se encontra em ruínas físicas e morais. Sob a chuva incessante, o antigo portal de entrada de Quioto torna-se abrigo provisório, cemitério improvisado e palco de uma decisão irreversível.A narrativa acompanha um genin recém-demitido, suspenso entre a fome e o crime, à espera de nada. Quando o mundo já não oferece alternativas reais, a moral deixa de ser um princípio e passa a ser um obstáculo. O encontro com uma velha que profana cadáveres para sobreviver não desperta redenção, mas fornece a justificativa final para o colapso ético.Este episódio investiga Rashōmon como uma fábula niilista sobre a racionalização do mal, onde não há culpa, confissão ou promessa de retorno. Diferente das tradições que veem no sofrimento um caminho de purificação, aqui a sobrevivência basta como explicação e o homem desaparece na noite sem julgamento nem memória.Um conto sobre decadência, egoísmo e o silêncio absoluto que resta quando nenhuma ética resiste ao desmoronamento do mundo. | — | ||||||
| 1/5/26 | ![]() Prefiro o Inferno à renúncia dos pais | Neste episódio, revisitamos Ogin, de Akutagawa Ryūnosuke, um dos contos kirishitanmono mais densos e perturbadores da literatura japonesa moderna. A narrativa nos conduz ao Japão das eras Genna e Kan’ei, período de perseguição implacável aos cristãos, para acompanhar o dilema espiritual de uma jovem dividida entre a promessa absoluta da salvação cristã e a fidelidade inegociável aos laços familiares.Mais do que um relato de martírio, Ogin encena um choque profundo entre duas lógicas éticas incompatíveis: de um lado, a exigência cristã de uma escolha individual, total e solitária da alma; de outro, a sensibilidade japonesa marcada pelo oyakōkō, onde a lealdade aos pais e aos antepassados se impõe como valor irredutível.Ao preferir o Inferno à renúncia dos pais, Ogin não rejeita Deus, mas expõe o custo espiritual de uma fé que exige a separação eterna daqueles que nos deram a vida. O episódio investiga esse impasse sem reduzi-lo a exotismo cultural, revelando a beleza, a força e os limites de uma fé que consola até o martírio, mas cobra, em troca, uma solidão impossível de aceitar.Um episódio sobre fé, herança, sacrifício e a dor silenciosa das escolhas absolutas. | — | ||||||
| 1/2/26 | ![]() Thirst (Park Chan-wook): O melhor filme de vampiros que você provavelmente não conhece | Neste episódio, analiso Thirst (2009), filme de Park Chan-wook que transforma o mito do vampiro em uma investigação profunda sobre fé, desejo, culpa e colapso moral.Longe do romantismo tradicional do gênero, Thirst apresenta o vampirismo como patologia, contágio e degradação ética, articulando horror corporal, erotismo inquietante e uma crítica radical às estruturas morais da civilização.A partir de sua relação com o romance Thérèse Raquin, de Émile Zola, o filme revela como a liberação do desejo não conduz à liberdade, mas à dissolução dos limites éticos e do próprio sujeito.Para quem se interessa por cinema de horror, filosofia, estética do corpo e narrativas sombrias, este episódio propõe uma escuta lenta e reflexiva.Leia a crítica completa no site:https://tavernadolugarnenhum.com.br/resenha/thirst/ | — | ||||||
| 12/18/25 | ![]() Escândalo (1986), de Shusaku Endo: A Velhice, o Duplo e a Sombra | Neste episódio, analiso Escândalo (1986), de Shusaku Endo, um romance que se recusa a tratar a velhice como sinônimo de pacificação, sabedoria final ou espera resignada pela morte.Ambientado no Japão urbano e secularizado do pós-guerra, o livro acompanha Suguro, um escritor católico idoso cuja vida aparentemente irrepreensível começa a se fissurar com o surgimento de um duplo que frequenta os distritos mais obscuros de Tóquio. O que à primeira vista parece uma ameaça à reputação revela-se, pouco a pouco, como o confronto inevitável com a própria sombra.Ao longo do episódio, examino como Endo desloca o drama da fé para o interior do sujeito envelhecido, tratando a velhice como um território ainda em disputa, atravessado por desejo, culpa, dissociação e escândalo. O duplo não aparece como agente de corrupção, mas como revelação: aquilo que foi reprimido ao longo da vida retorna quando o tempo já não permite adiamentos.O episódio também aborda a recusa de Endo em oferecer uma imagem moralizada da velhice. Em Escândalo, errar continua sendo possível e, mais do que isso, necessário. A redenção não nasce da pureza, mas do reconhecimento honesto da própria obscuridade.Uma reflexão individual sobre o duplo, a sombra e a dignidade do erro no fim da vida, em um dos romances mais inquietantes da literatura japonesa do século XX.Veja o meu review completo neste link. | — | ||||||
| 12/5/25 | ![]() Hesíodo e as gerações humanas | Da idade de ouro ao ferro, um percurso de virtudes perdidas, tensões teológicas e usos políticos da mitologia grega.https://tavernadolugarnenhum.substack.com/p/hesiodo-e-as-geracoes-humanas | — | ||||||
| 12/3/25 | ![]() A lição de Prometeu | Lembremos do que acontece com a vontade satisfeita. Lembremos das ressacas e do mal-estar da gula. Lembremos da progressiva dessensibilização do prazer. Lembremos, então, de Prometeu acorrentado. Aquele Titã que nos deu tudo o que amamos ainda sofria uma tortura interminável no Cáucaso — e talvez essa lembrança terrível devesse ser resgatada nos momentos mais importantes.https://tavernadolugarnenhum.substack.com/ | — | ||||||
| 12/1/25 | ![]() O Deus na Máquina e o Anjo Caído do Progresso | Reflexões sobre “Contra a Máquina: Sobre a Desconstrução da Humanidade”, de Paul Kingsnorth.https://tavernadolugarnenhum.substack.com/ | — | ||||||
| 4/6/25 | ![]() Machado de Assis, As Memórias Póstumas de Brás Cubas e as Mentiras que Contamos para Nós Mesmos | Somente um autor defunto — isto é, liberto das convenções sociais, imune às críticas da imprensa, já sem dívidas, sem contas a prestar ao mundo nem ao espelho — pode ser plenamente honesto. Um vivo hesita, mede palavras, alisa reputações. Um morto, porém, escreve com a tranquilidade de quem já não precisa ser perdoado, aplaudido ou sequer lido.Essa é a premissa de Memórias Póstumas de Brás Cubas, obra em que Machado de Assis comete a ousadia de dar voz a um cadáver. Um cadáver articulado, reflexivo, perspicaz, cínico e sincero.Ao longo do livro, Brás Cubas revela o que todos suspeitam, mas poucos admitem: que a narrativa é um artifício, uma corda bamba estendida entre o real e o desejado, entre a lembrança e a invenção. Um pêndulo que oscila entre a verdade que se insinua e a mentira que se assume com elegância. Anuncio que este é provavelmente o primeiro de vários episódios que farei sobre a obra. E sim, apareço com meus bigodes. | — | ||||||
| 4/5/25 | ![]() A Igreja do Diabo de Machado de Assis, Ayn Rand, Anton Lavey e a Inevitável Ridicularização do Satanismo | Neste podcast eu falo sobre o conto A Igreja do Diabo de Machado de Assis, puxando o fio da seu quase profética antecipação do que viria ser a famigerada "Igreja de Satã" de Anton Lavey - que é, basicamente, uma versão circense da filosofia de Ayn Rand. | — | ||||||
| 1/27/25 | ![]() A Mosca de David Cronenberg (1986) - Body Horror, Humanidade, Animalidade, Metamorfose e Filosofia | A Mosca acompanha a progressiva bestialização do personagem principal, e é justamente nossa capacidade de acompanhá-lo em seu sofrimento que Cronenberg torna explícito o fato de quem até o último momento, a criatura ainda conserva seu quinhão de humanidade. Essa preservação da humanidade é fundamental, pois, sem ela, o impacto dramático do filme perderia sua efetividade — especialmente no final, quando vemos uma criatura tão grotesca que não se parece nem com uma mosca, nem com um homem. Ser humano não é, necessariamente, parecer humano. De acordo com Aristóteles, São Tomás de Aquino, Heidegger e Deleuze, a distinção entre o humano e o animal remete a um território ontológico. Ser humano, afinal, é uma condição metafísica que vai muito além de sua mera tradução corporal. Sob a monstruosidade da criatura, no amontoado de células e no corpo doente e decadente do personagem, há um sofrimento que não é apenas físico, mas existencial. Por isso, a última cena de A Mosca não é catártica, mas profundamente triste. Obviamente, não podemos cair no erro “cátaro” da dispensabilidade do corpo. O corpo desempenha um papel fundamental. Existe uma leitura que vê A Mosca como uma metáfora para a epidemia da AIDS. Segundo o próprio Cronenberg, o filme seria uma metáfora para o envelhecimento. Tanto a AIDS quanto o envelhecimento envolvem uma transformação corpórea que resulta, igualmente, em uma transformação de identidade, por meio da violação da integridade corporal. A integridade corporal é um componente importante na percepção de mundo. Quando consideramos a metamorfose como uma deformação estrutural, devemos perceber que a estrutura também influencia o conteúdo, pois forma e conteúdo não são completamente indissociáveis. O personagem é trágico porque, apesar de tudo, é humano — independentemente de seu grau de metamorfose, mutação ou deformidade. Podemos afirmar que toda a vida humana é metamorfose: do óvulo ao feto, do bebê à criança, da adolescência à idade adulta e, então, o longo declínio para a velhice, a enfermidade e, finalmente, o cadáver em rápida decomposição. Apesar disso, não há distinção ontológica entre essas fases. https://tavernadolugarnenhum.com.br/resenha/a-mosca/ | — | ||||||
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