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USP Analisa #147: Retrocesso na segurança pode levar a milicianização da região amazônica, dizem especialistas
Dec 18, 2025
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USP Analisa #146: Domínio do crime sobre população amazônica é consequência de pobreza e ausência do Estado
Dec 4, 2025
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USP Analisa #145: Especialistas discutem inclusão de crimes ambientais em atividades de grupos criminosos na Região Amazônica
Dec 1, 2025
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USP Analisa #144 – Prática de crimes ambientais na região amazônica tem raízes históricas
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USP Analisa #143 – Problema não é o criptoativo, mas brechas na regulação que os criminosos aproveitam, diz especialista
Oct 23, 2025
9m 47s
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| 12/18/25 | ![]() USP Analisa #147: Retrocesso na segurança pode levar a milicianização da região amazônica, dizem especialistas✨ | violencecriminal groups+4 | Eduardo Saad DinizCarlos Almeida Filho | Instituto de Estudos Avançados Ribeirão Preto da USP | AmazôniaManaus | violenceAmazônia+5 | — | 9m 35s | |
| 12/4/25 | ![]() USP Analisa #146: Domínio do crime sobre população amazônica é consequência de pobreza e ausência do Estado✨ | crimepoverty+5 | Eduardo Saad DinizCarlos Almeida Filho | Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto da USP | Brasilregião amazônica+1 | crimepoverty+5 | — | 9m 20s | |
| 12/1/25 | ![]() USP Analisa #145: Especialistas discutem inclusão de crimes ambientais em atividades de grupos criminosos na Região Amazônica✨ | crimes ambientaisgrupos criminosos+4 | Franco PerazzoniHerbert Dittmar | Universidade de Brasília | Região AmazônicaBrasil+5 | crimes ambientaistráfico de drogas+5 | — | 9m 35s | |
| 11/6/25 | ![]() USP Analisa #144 – Prática de crimes ambientais na região amazônica tem raízes históricas✨ | crimes ambientaisAmazônia+5 | Franco PerazzoniHerbert Dittmar | Universidade de Brasília | BrasilAmazônia | crimes ambientaisAmazônia+5 | — | 9m 31s | |
| 10/23/25 | ![]() USP Analisa #143 – Problema não é o criptoativo, mas brechas na regulação que os criminosos aproveitam, diz especialista✨ | criptoativoslavagem de dinheiro+5 | Felipe Ramos Garcia | Polícia FederalNúcleo de Estudos da Violência da USP+3 | — | criptoativoslavagem de dinheiro+8 | — | 9m 47s | |
| 10/9/25 | ![]() USP Analisa #142 – Migração de atividades para o ambiente digital alterou perfil da criminalidade✨ | digital crimefinancial transactions+3 | Felipe Ramos Garcia | Núcleo de Estudos da Violência da USPObservatório de Segurança Pública da Unesp+1 | Brasil | digital crimePix+3 | — | 8m 42s | |
| 9/25/25 | ![]() USP Analisa #141 – Aumento do discurso de ódio impacta agenda sobre direitos das mulheres no Legislativo✨ | discurso de ódiodireitos das mulheres+4 | Fabiana Severi | Faculdade de Direito de Ribeirão Preto da USP | BrasilDilma+1 | discurso de ódiodireitos das mulheres+5 | — | 7m 45s | |
| 9/11/25 | ![]() USP Analisa #140: Para especialista, falta destinação de recursos para combate à violência contra mulher✨ | violence against womenpublic policy+3 | Fabiana Severi | Faculdade de Direito de Ribeirão Preto da USPObservatório da Mulher contra a Violência+2 | — | violencewomen+5 | — | 9m 27s | |
| 8/28/25 | ![]() USP Analisa #139: Vínculos e gestão emocional podem ajudar a reduzir violência em escolas✨ | violence in schoolsemotional management+3 | Luiz Guilherme Dácar da Silva ScorzafaveSamia Mercado Alvarenga | Laboratório de Estudos e Pesquisas em Economia Social da USPRádio USP | USP | school violenceemotional management+3 | — | 7m 56s | |
| 8/14/25 | ![]() USP Analisa #138: Especialistas discutem fatores que levam a ataques violentos em escolas✨ | violence in schoolssocial media impact+3 | Luiz Guilherme Dácar da Silva ScorzafaveSamia Mercado Alvarenga | Laboratório de Estudos e Pesquisas em Economia Social da USP | Brasil | school violencesocial media+4 | — | 9m 03s | |
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| 7/31/25 | ![]() USP Analisa #137: Expansão do crime organizado e das igrejas evangélicas gerou intersecção entre esses dois universos | A religião, mais especificamente a evangélica, sempre foi vista como uma porta de saída do crime organizado. Porém, nos últimos anos, o que se vê é uma mudança de mentalidade. Com o surgimento dos chamados “traficrentes”, especialmente no Rio de Janeiro, há uma espécie de intersecção entre esses dois universos. É sobre esse tema que os pesquisadores do Núcleo de Estudos da Violência da USP Camila Nunes Dias e Bruno Paes Manso conversam no USP Analisa desta quinta (31). Bruno abordou o assunto no livro A Fé e o Fuzil, quando se deparou com a realidade do Complexo de Israel, complexo de favelas cariocas comandadas por um traficante que, segundo o autor, utiliza um discurso religioso para justificar seu poder e legitimar sua autoridade. “A religião deixa de ser vista como algo para transformações pessoais e individuais e ganha um contexto de transformação política. E o discurso religioso passa a ser usado para produzir obediência, para construir autoridade. Eu achei que era muito simbólico e significativo do próprio bolsonarismo, da própria chegada da religião na política dentro desse contexto de presidentes ungidos por Deus e que usam a religião como uma forma de legitimar sua própria autoridade”, explica. Para Camila, a religião ainda é uma porta de saída do tráfico e até mesmo um espaço seguro de sociabilidade para jovens da periferia. Porém, segundo ela, com o crescimento das igrejas evangélicas e também da influência do crime organizado nas prisões e periferias, esses dois universos acabaram se mesclando em muitos pontos. “E, obviamente para o crime, a igreja é um negócio interessante para lavagem de dinheiro, para esconder a sua própria identidade, para fugir da vigilância policial. Então ela acabou também, em muitos casos, sendo instrumentalizada. E também é muito interessante que muitas vezes não há essa oposição moral, como a gente imagina. Eu cansei de entrevistar presos do PCC ou assaltantes de bancos que eram religiosos e diziam: ‘Eu rezo quando eu vou assaltar um banco para Deus me proteger’”, diz. O USP Analisa é quinzenal e leva ao ar pela Rádio USP às quintas-feiras, às 16h40, um pequeno trecho do podcast de mesmo nome, que pode ser acessado na íntegra nas principais plataformas de podcast. O programa é uma produção conjunta do Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto (IEA-RP) da USP e da Rádio USP Ribeirão Preto. Para saber mais novidades sobre o USP Analisa e outras atividades do IEA-RP, inscreva-se em nosso canal no Telegram ou em nosso grupo no WhatsApp. | — | ||||||
| 7/17/25 | ![]() USP Analisa #136 – Especialistas discutem influência das facções criminosas na política | Durante as eleições de 2024, vários foram os registros da influência de facções criminosas no pleito, seja financiando candidatos ou mesmo se envolvendo em licitações nos governos municipais. O USP Analisa desta semana discute os reflexos dessa interferência e se isso pode levar o Brasil a se tornar um narcoestado. Os entrevistados são a professora da Universidade Federal do ABC, Camila Nunes Dias, e o jornalista Bruno Paes Manso, pesquisadores do Núcleo de Estudos da Violência da USP. Segundo Camila, o termo “narcoestado” sofre críticas no âmbito das Ciências Sociais por ter uma disputa política e ideológica embutida em seu significado. Ela explica que os Estados Unidos e os países europeus utilizam esse termo para classificar alguns países, porém os grupos criminosos que estão no poder nesses locais são muitas vezes financiados por ações de órgãos como a CIA, agência estadunidense de inteligência. “Se a gente observar alguns países, aparentemente eles têm uma influência mais forte de grupos criminais nos seus governos. Acho que a Colômbia foi um exemplo clássico nos anos 90, o México é ainda um exemplo, além de outros países menores da América Central, da África e da Ásia”, diz ela. No caso do Brasil, Camila acredita que a presença do dinheiro do crime na política já é realidade há algum tempo. “De um lado, isso já ocorre há mais tempo porque nas bases, na periferia, onde as facções estão presentes, ali também circulam políticos, vereadores, prefeitos. Então essa proximidade já existe há muito tempo a partir desses espaços compartilhados. Mas eu acho que o que aconteceu mais recentemente é que você tem um volume maior de recursos disponíveis, digamos assim, e disponíveis para serem investidos, fluindo do âmbito dos negócios ilícitos para os negócios lícitos e também para a política.” Para Bruno, grupos criminosos ligados ao tráfico de drogas elegem candidatos para favorecer seus interesses e fragilizar a capacidade de fiscalização do Estado. “A gente vê isso no Rio de Janeiro, no caso das milícias, a dificuldade que é eleger alguém da oposição. Por mais popular que seja um candidato, é difícil você mudar o esquema porque todo mundo se vê na perspectiva de faturar dentro desse esquema.” O USP Analisa é quinzenal e leva ao ar pela Rádio USP às quintas-feiras, às 16h40, um pequeno trecho do podcast de mesmo nome, que pode ser acessado na íntegra nas principais plataformas de podcast. O programa é uma produção conjunta do Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto (IEA-RP) da USP e da Rádio USP Ribeirão Preto. Para saber mais novidades sobre o USP Analisa e outras atividades do IEA-RP, inscreva-se em nosso canal no Telegram ou em nosso grupo no WhatsApp. | — | ||||||
| 7/3/25 | ![]() USP Analisa #135 – Facções profissionalizaram o crime no Brasil | A dinâmica criminal no Brasil foi fortemente alterada pelo surgimento de facções criminosas a partir do final dos anos 70. As atividades, antes restritas a pequenas quadrilhas, passaram a ter um caráter muito mais profissional com a atuação de grupos como o Primeiro Comando da Capital, o PCC, em São Paulo, e o Comando Vermelho, no Rio de Janeiro. No USP Analisa desta semana dois pesquisadores do Núcleo de Estudos da Violência da USP, a professora da Universidade Federal do ABC, Camila Nunes Dias, e o jornalista Bruno Paes Manso ajudam a entender o funcionamento dessas organizações. Camila explica que um dos principais mapeamentos das facções é feito pela Secretaria Nacional de Políticas Penais, a Senapen, que identificou 88 delas na última edição - mas o número pode variar a cada ano. “Esse número é composto de grupos muito distintos entre si, e todos são enquadrados nessa rubrica de facção porque ostentam uma identidade e muitas vezes compartilham alguns símbolos de pertencimento. Na maioria das vezes, têm presença no sistema prisional e também atuam no tráfico, no varejo, principalmente fora das prisões, embora sejam muito diferentes”, explica ela. Bruno explica que a origem das facções data de 1979, com a formação da Falange Vermelha, que se transformaria no Comando Vermelho. Alguns anos depois, surge o Terceiro Comando, que travaria uma disputa territorial com o CV ao longo dos anos 80 no Rio de Janeiro. Em São Paulo, pequenos grupos travavam confrontos violentos nas periferias, o que foi amenizado a partir de 1993, com a criação do PCC, que ajudou a mediar os conflitos e profissionalizar a cena do crime a partir do interior das prisões. “Então você tem um crime mais profissional, mais pacificado, ganhando muito dinheiro. E isso de alguma maneira se espalha muito rapidamente a partir dos anos 2000. Principalmente depois de 2006, a partir do surgimento do Sistema Federal, das migrações e da punição de algumas lideranças em outros Estados, você começa a espraiar essa ideia e esse modelo vira um padrão bem-sucedido de gestão do crime para lidar com a prisão. E aí você tem esse crescimento muito acelerado a partir do interior do sistema penitenciário”, conta o jornalista. O USP Analisa é quinzenal e leva ao ar pela Rádio USP às quintas-feiras, às 16h40, um pequeno trecho do podcast de mesmo nome, que pode ser acessado na íntegra nas principais plataformas de podcast. O programa é uma produção conjunta do Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto (IEA-RP) da USP e da Rádio USP Ribeirão Preto. Para saber mais novidades sobre o USP Analisa e outras atividades do IEA-RP, inscreva-se em nosso canal no Telegram ou em nosso grupo no WhatsApp. | — | ||||||
| 6/19/25 | ![]() USP Analisa #134 – Alta letalidade na atuação das polícias não se reflete em maior segurança, dizem pesquisadores | É muito comum, tanto na própria sociedade quanto entre autoridades de segurança, fazer uma associação entre alta letalidade e eficiência das polícias. Mas, afinal, será que um maior número de mortes de criminosos gera mais segurança para a população? O USP Analisa desta quinta (19) traz para o debate esse tema, com a ajuda dos pesquisadores do Núcleo de Estudos da Violência da USP Fernando Salla e Viviane Cubas. Para Viviane, o que leva a esse tipo de associação é a falta de respaldo científico nas políticas de segurança. Segundo ela, não existem, em parte alguma do mundo, estudos que comprovem a relação entre eficiência e letalidade. “Aliás, não existe nenhuma experiência bem-sucedida de segurança pública em qualquer lugar do mundo que tenha usado esse tipo de expediente, muito pelo contrário. Eu acredito que muitas vezes as decisões políticas são definidas a partir dos apelos do momento e sem ter essa fundamentação. E é uma forma de você implementar a política do ‘bandido bom é bandido morto’”. A pesquisadora destaca ainda que uma das atribuições legais da Polícia Militar seria o trabalho de prevenção, mas a corporação tem poucos expedientes que permitam a concretização desse tipo de tarefa. “Se você tem uma polícia que passa a investir mais em armamento não letal, em policiais mais bem treinados em defesa e nas artes marciais, estratégias, de fato, de policiamento comunitário, de aproximação com a comunidade, de estabelecimento de programas de prevenção, de trabalho contínuo, de prevenção de segurança, você pode começar a mudar a autoimagem e o fazer policial. Porque uma alta letalidade de civis também implica numa alta letalidade de policiais ou no impacto para a saúde desses policiais. É muito comum, a gente ouviu os policiais dizendo que, mesmo quando eles estão com a família, passeando, eles estão em alerta 24 horas por dia”. Segundo Salla, falta também trazer para o debate público questões envolvidas na atuação policial que extrapolem a competência da polícia, como desigualdades sociais, econômicas e de gênero, e que geram conflitos de todas as naturezas na sociedade. “Infelizmente, é um debate que é público, que não é colocado, porque isso interfere diretamente na própria forma de ser da nossa sociedade brasileira, que é capaz de fazer todo santo dia uma operação nas favelas do Rio ou num bairro de periferia todo santo dia de forma violenta e não trazer ao debate esse problema das desigualdades econômicas, das desigualdades sociais que a gente tem. Segurança pública é a atuação dos corpos policiais. Sim, mas e o restante dos problemas? Geração de emprego, geração de renda, assistência social, nada disso é discutido. O USP Analisa é quinzenal e leva ao ar pela Rádio USP às quintas-feiras, às 16h40, um pequeno trecho do podcast de mesmo nome, que pode ser acessado na íntegra nas principais plataformas de podcast. O programa é uma produção conjunta do Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto (IEA-RP) da USP e da Rádio USP Ribeirão Preto. Para saber mais novidades sobre o USP Analisa e outras atividades do IEA-RP, inscreva-se em nosso canal no Telegram ou em nosso grupo no Whatsapp. | — | ||||||
| 6/5/25 | ![]() USP Analisa #133 – Formação oferecida aos policiais no Brasil é tema do USP Analisa desta semana | No Brasil, o policiamento ostensivo nas ruas é desempenhado basicamente pela Polícia Militar. Mas que tipo de preparo esses profissionais recebem não apenas na parte técnica, mas também para o contato com a população em geral? É sobre esse tema que o USP Analisa desta quinta (5/6) vai tratar. Os pesquisadores do Núcleo de Estudos da Violência da USP Fernando Salla e Viviane Cubas são os entrevistados. Viviane explica que a formação dos policiais é bastante desigual, porque cada Estado é responsável por sua própria polícia. Os principais pontos em comum são o modelo pedagógico, que é permeado por normas e regulamentos do Exército, e a divisão em duas carreiras, ou seja, os praças - patentes mais baixas, responsáveis pelo patrulhamento - e os oficiais - patentes mais altas, responsáveis pela gestão. Segundo ela, essa divisão impede que soldados, cabos e sargentos cheguem aos postos mais altos, ainda que tenham larga experiência na carreira. “É muito difícil para que um praça abandone a sua atividade para se dedicar aos estudos e concorrer a uma vaga para oficial. Recentemente a gente conversou com um oficial que teve essa trajetória. Ele era praça, já era casado, tinha família, e decidiu ingressar na Academia do Barro Branco. Ele conta que conseguiu ingressar com muito sacrifício, porque é um trabalho exaustivo e tinha que se dedicar aos estudos, mas, após o ingresso, o salário dele era menor que o de praça. E há um modo interno de você, como praça, ingressar na carreira de oficial. Porém, o máximo que você chega é a major.” Salla destaca que durante a redemocratização do País, no final da década de 80, sabia-se que uma revisão de todos os procedimentos policiais era algo que contribuiria para esse processo. Mas, ainda hoje, esse é um campo repleto de disputas e tensões, porque envolvem duas dimensões, as intervenções propriamente técnicas e o relacionamento com a população. “Em tudo isso houve um avanço muito grande, pelo menos em alguns Estados. Mas, ao mesmo tempo, houve, vamos dizer assim, toda uma dificuldade de fazer avanços substantivos nessa relação da polícia com a população. Porque isso envolve valores, envolve concepções de democracia, de respeito aos seres humanos, às populações mais vulneráveis. Então é um processo, como a Viviane observou, bastante desigual pelo Brasil e que eu acho que se a gente avançou na linha da formação técnica, muita coisa ainda a gente tem que avançar nesse sentido da relação da polícia com a população”, diz ele. O USP Analisa é quinzenal e leva ao ar pela Rádio USP, às quintas-feiras, às 16h40, um pequeno trecho do podcast de mesmo nome, que pode ser acessado na íntegra nas principais plataformas de podcast. O programa é uma produção conjunta do Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto (IEA-RP) da USP e da Rádio USP Ribeirão Preto. Para saber mais novidades sobre o USP Analisa e outras atividades do IEA-RP, inscreva-se em nosso canal no Telegram ou em nosso grupo no WhatsApp. | — | ||||||
| 5/22/25 | ![]() USP Analisa #132 – Para especialista, penas severas podem levar a crimes mais violentos | O Código Penal Brasileiro limita o tempo de cumprimento da pena, que atualmente não pode ultrapassar 40 anos. Para uma parte da população, essa restrição soa como um convite à impunidade, mas penas muito restritivas podem acabar resultando em crimes muito mais violentos. É o que explica o professor da Faculdade de Direito de Ribeirão Preto da USP, Daniel Pacheco Pontes, no episódio do USP Analisa que vai ao ar nesta quinta (22) pela Rádio USP. Pontes destaca que a Constituição brasileira proíbe penas de caráter perpétuo e que um desses motivos é exatamente o fato de que a punição tem como uma de suas finalidades a ressocialização de quem cometeu o crime. “Se a gente admite que a pessoa ficará presa para o resto da vida, nós estamos admitindo, nas entrelinhas, que somos absolutamente incapazes de ressocializar aquela pessoa, então nós estamos oficialmente negando uma função que a pena deveria ter.” O professor ressalta, ainda, que penas muito severas podem levar a condutas mais violentas por parte dos criminosos. Ele cita o exemplo de uma legislação existente em alguns locais dos Estados Unidos conhecida como three strikes and you’re out (três arremessos e você está fora), que determina pena de morte para quem cometer três crimes muito graves. “Os próprios policiais que trabalham nesses Estados falam que essa lei é ruim, porque, quando a pessoa vai cometer o terceiro crime violento - e lembrando que os criminosos conhecem o direito penal melhor do que a gente -, ela se torna muito violenta. Imaginem vocês que o sujeito vai lá e estupra uma pessoa em um terceiro crime. Se ele sabe que, se for pego, receberá pena de morte, necessariamente não tem mais nada a perder, então ele ficará muito mais à vontade para matar a vítima, porque isso vai dificultar a sua punição”, explica Pontes. O USP Analisa é quinzenal e levado ao ar pela Rádio USP às quintas-feiras, às 16h40, como um pequeno trecho do podcast de mesmo nome, que pode ser acessado na íntegra nas principais plataformas de podcast. O programa é uma produção conjunta do Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto (IEA-RP) da USP e da Rádio USP Ribeirão Preto. Para saber mais novidades sobre o USP Analisa e outras atividades do IEA-RP, inscreva-se em nosso canal no Telegram ou em nosso grupo no WhatsApp. | — | ||||||
| 5/8/25 | ![]() USP Analisa # 131: Nova temporada do USP Analisa discute criminalidade e violência | A criminalidade e a violência são dois temas que têm tirado o sono da maioria da população brasileira. Para entender melhor esse fenômeno, o USP Analisa vai dedicar sua 10ª temporada a conversar com especialistas sobre como chegamos a uma situação tão complexa, que leva a milhares de mortes anualmente e interfere negativamente no cotidiano de toda a sociedade. No primeiro programa, que vai ao ar pela Rádio USP nesta quinta (8), às 16h40, os professores da Faculdade de Direito de Ribeirão Preto da USP Cláudio do Prado Amaral e Daniel Pacheco Pontes trazem um histórico do Código Penal Brasileiro e explicam como chegamos à legislação atual. Afinal, será que as leis que temos hoje são suficientes para combater a criminalidade? Pontes destaca que o código passou por uma evolução desde os tempos do Brasil Colônia, chegando até a versão mais recente, de 1984, que também passa por mudanças com frequência. “Alterações pontuais temos toda semana, praticamente. Crimes novos são criados, penas são aumentadas, crimes deixam de existir. Houve alguns projetos de novos códigos nas décadas de 1990 e 2010, mas, por ora, temos esse código, que eu avaliaria como um código que não é ruim, acho que muitas vezes ele é injustiçado. As pessoas falam que ele é péssimo por desconhecê-lo. Ele tem defeitos, problemas, e até mesmo pela sua idade já está um pouco ultrapassado em alguns aspectos, e é sempre necessário a gente repensar e reavaliar o que está acontecendo”, diz ele. Amaral explica que o código de 1984 deixou de encarar a pena como algo essencialmente punitivista e passou a atribuir um caráter educativo a ela. “O legislador, em 1984, através de uma comissão de notáveis juristas, altera a parte geral do Código Penal e incorpora uma finalidade útil à pena: a prevenção de delitos. Então aplica-se uma pena ao infrator a fim de que ele não venha a praticar novos delitos no futuro.” Ele explica que, embora haja a percepção de que os delitos continuem crescendo mesmo com a aplicação da pena, o caráter preventivo é simbólico. “A prevenção é dizer a toda a sociedade que o infrator daquela lei não poderia ter feito aquilo, porque aquilo ainda é algo protegido pelo Estado. É isso que o juiz faz quando aplica uma pena. Portanto, é uma finalidade preventiva muito mais comunicativa, de tom muito mais informativo do que real, porque a prevenção à violência é feita em outro campo, com políticas públicas, e não através do Código Penal.” O USP Analisa é quinzenal e leva ao ar pela Rádio USP, às quintas-feiras, às 16h40, um pequeno trecho do podcast de mesmo nome, que pode ser acessado na íntegra nas principais plataformas de podcast. O programa é uma produção conjunta do Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto (IEA-RP) da USP e da Rádio USP Ribeirão Preto. Para saber mais novidades sobre o USP Analisa e outras atividades do IEA-RP, inscreva-se em nosso canal no Telegram. | — | ||||||
| 7/18/24 | ![]() USP Analisa #130: Abrigos climáticos amenizam impacto de ondas de calor nas cidades | recente tragédia no Rio Grande do Sul acentuou as discussões sobre os efeitos trágicos das mudanças climáticas. Porém, além das chuvas intensas, outros fenômenos como a elevação do nível do mar e as ondas intensas de calor podem trazer consequências negativas para a população. Sobre esse último tópico, é fundamental que as cidades se preparem criando abrigos climáticos. O professor do Instituto de Energia e Ambiente (IEE) da USP, Pedro Roberto Jacobi, que também é integrante do Centro de Sínteses USP Cidades Globais do Instituto de Estudos Avançados, explicou o que é esse tipo de estrutura ao USP Analisa desta sexta (12). “São soluções que permitem à cidade garantir, principalmente para os grupos mais vulneráveis, respostas de curtíssimo prazo para reduzir o potencial das ondas de calor. As ondas de calor vêm se manifestando de forma crescente, nós estamos observando a Organização Meteorológica Mundial, mês após mês, mostrar aumentos da temperatura. E aumentos da temperatura que obviamente têm impactos sobre as populações idosas, sobre as crianças, as pessoas em geral”, diz ele. Jacobi coordena em Santos (SP) uma iniciativa financiada pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) voltada a criar esses abrigos e que tem como referência outro projeto desenvolvido em Barcelona, na Espanha, responsável por criar mais de 200 unidades. “A forma de trabalhar esse projeto é estabelecer um diálogo com o sistema educativo local. Um dos temas importantes é ver de que forma é possível articular as escolas como espaços potenciais para se tornarem abrigos. Boa parte das pessoas no Brasil mora em condições vulneráveis tanto ao frio como ao calor e muitas moram na rua. Também são números que não são desconsideráveis. Então a solução dos abrigos climáticos é principalmente dar um acolhimento às pessoas que não têm ar condicionado porque não têm renda para comprar. As moradias, no caso brasileiro, não possuem um sistema de proteção tanto contra as elevadas temperaturas quanto contra as baixas temperaturas. Nós não temos formas de construção como, por exemplo, nos Estados Unidos e na Europa, que são afetados permanentemente em cada inverno por temperaturas abaixo de zero”, afirma. O USP Analisa pode ser acessado na íntegra nas plataformas de podcast Spotify, Apple Podcasts, Google Podcasts, Deezer e Amazon Music. Para saber mais novidades sobre o podcast e outras atividades do IEA-RP, inscreva-se em nosso canal no Telegram ou em nosso grupo no Whatsapp. | — | ||||||
| 6/14/24 | ![]() USP Analisa #129: Administração municipal precisa priorizar prevenção de desastres climáticos | ais da metade da população mundial vive em cidades. No Brasil, esse índice chega a 61%. As cidades, portanto, são peças fundamentais para entender a crise climática e desenvolver soluções que previnam ou que consigam responder rapidamente aos desastres climáticos, salvando muitas vidas. Para falar sobre exemplos, ações e políticas públicas nesse sentido, o USP Analisa recebe o professor da Faculdade de Saúde Pública da USP, Arlindo Philippi Júnior, que também é o coordenador institucional do Centro de Sínteses USP Cidades Globais do Instituto de Estudos Avançados. Ele destaca que, em geral, a prevenção não é considerada um tópico de prioridade pelas administrações municipais no Brasil, mas há cidades que vão na direção contrária, como Blumenau (SC). Lá, segundo o docente, existe uma estreita relação com o objetivo de prevenir e mitigar esses desastres, que envolve a prefeitura, os governos de municípios do entorno, a sociedade civil e a universidade. “Com esse exemplo, dá para caracterizar que o Brasil sabe como enfrentar, tem pessoas e tem instituições que conseguem responder a essas questões. Ao levar em consideração a circunstância de ter planejamento, plano de ação e um plano de contingência quando a situação ocorre, esse modelo pode ser aplicado em várias partes do país gradualmente”, afirma o docente. Arlindo explica que as inundações são naturais nas regiões de fundo de vale, por onde passam os cursos d’água. Por isso elas devem ser preservadas e não destinadas à habitação, o que também vale para encostas de morros. “Dependendo da forma e da intensidade dessas chuvas, nós podemos ter apenas um fenômeno de chover, elevar as águas, inundar e depois ir embora. Mas nós podemos também ter, em função do volume dessas chuvas, águas que circulam em alta velocidade e, além de inundar, vão destruir. Então os municípios têm que estar atentos e preservar essas áreas de fundo de vale. Se elas já foram ocupadas, pensar sobre as alternativas de realocá-las, planejando as ações de tal forma que esses locais não sejam mais ocupados por atividades que possam colocar em risco a vida de pessoas”. O USP Analisa pode ser acessado na íntegra nas plataformas Spotify, Apple Podcasts, Google Podcasts, Deezer e Amazon Music. Para saber mais novidades sobre o podcast e outras atividades do IEA-RP, inscreva-se em nosso canal no Telegram ou em nosso grupo no Whatsapp. | — | ||||||
| 5/31/24 | ![]() USP Analisa #128: Especialistas listam cuidados para o eleitor não ser enganado pela inteligência artificial | Mesmo com as regras aprovadas em março pelo Tribunal Superior Eleitoral para o uso de inteligência artificial nestas eleições municipais, o eleitor precisa se manter vigilante para não ser enganado com conteúdos criados por meio dessa tecnologia. Os professores da Faculdade de Direito de Ribeirão Preto (FDRP) da USP, Cristina Godoy Bernardo de Oliveira, e da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP) da USP, Evandro Eduardo Seron Ruiz, dão uma série de dicas sobre isso no USP Analisa que vai ao ar nesta sexta (31). Cristina lembra que até existem algoritmos que permitem a detecção dos chamados deep fakes, uma técnica que permite criar vídeos com inteligência artificial e simular com perfeição situações ou falas que nunca existiram. Ela cita como exemplo um vídeo que circulou durante as eleições de 2022 com o então candidato a presidente Jair Bolsonaro dançando e cantando “Ilariê”, da cantora e apresentadora Xuxa Meneghel. “Conhecendo o Bolsonaro, qual era a probabilidade de ele estar fazendo um vídeo vestido de Xuxa e cantando Ilariê? Nesse sentido, já gera uma estranheza. Ou eu vou compartilhar no sentido de sátira, ou eu vou querer realmente gerar confusão, depende do tom, mas é preciso a gente avaliar o contexto. Também é preciso atentar ao local em que está sendo veiculado. Por exemplo, vídeos dos quais você nem sabe a origem e que estão circulando no WhatsApp. E sempre pensar na sua responsabilidade como cidadão antes de compartilhar”. Segundo Cristina, existem algumas dicas para reconhecer uma manipulação, como a sincronia da fala com o movimento da boca ou mesmo a aparência dos dentes enquanto a pessoa está falando no vídeo, porém a tecnologia está se aperfeiçoando com rapidez. “A gente não pode esquecer que os deep fakes serão cada vez mais verossímeis e vai ser muito difícil a gente identificá-los. Mas é muito importante analisar o contexto e o conteúdo transmitido pelos vídeos, que é uma das principais ferramentas para que nós não sejamos enganados com essas montagens de deep fakes”, diz ela. Evandro destaca que, apesar do lado negativo, a tecnologia pode trazer uma importante economia de recursos, permitindo, por exemplo, utilizar o dinheiro do Fundo Eleitoral - que soma R$ 4,9 bilhões - para outros fins que beneficiem diretamente a população. “Para a gente ter uma ideia, uma unidade básica de saúde, a mais top delas, nível quatro, custa hoje R$ 800 mil. Se a gente considerar que o Brasil tem 5.5 mil municípios, dá para colocar uma UBS dessa em cada município do país, sendo que muitos não tem nenhuma. É muito dinheiro. Então, eu acho que a gente devia prestar atenção que esse mundo digital novo pode encurtar o distanciamento entre o povo e esse sistema eleitoral. E a gente podia pensar em cortar um pouco - ou muito - desse dinheiro, porque com as redes sociais a gente elimina esse espaço que teoricamente antes era muito grande porque só tinha rádio e TV”, sugere ele. Além de Cristina e Evandro, o USP Analisa conversou com outra integrante do Grupo de Estudos TechLaw, a professora da FDRP Cíntia Rosa Pereira de Lima. O conteúdo pode ser acessado na íntegra nas plataformas Spotify, Apple Podcasts, YouTube Music, Deezer e Amazon Music. Para saber mais novidades sobre o podcast e outras atividades do IEA-RP, inscreva-se em nosso canal no Telegram ou em nosso grupo no Whatsapp. | — | ||||||
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